Conteúdo publicado há 1 mês

Transferência de Beira-Mar é procedimento de rotina, diz ministério

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou hoje que a transferência de Fernandinho Beira-Mar e outros 23 presos faz parte de um procedimento de rotina.

O que aconteceu

Movimentação dos presidiários é "remanejamento" e faz parte da rotina das penitenciárias federais, disse a pasta em nota.

Operações têm o objetivo de "impedir articulações das organizações criminosas dentro dos estabelecimentos de segurança máxima, além de enfraquecer e dificultar vínculos nas regiões" das penitenciárias.

Novo destino de Beira-Mar não foi informado pelas autoridades. Segundo a Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), eles não divulgam essas movimentações nem detalhes das operações por questões de segurança.

Apontado como líder da facção criminosa Comando Vermelho, Fernandinho Beira-Mar foi transferido do presídio de Mossoró (RN), onde dois detentos conseguiram escapar há quase três semanas.

Rogério Mendonça e Deibson Nascimento foram os primeiros a fugir de uma penitenciária federal, em 14 de fevereiro. Reportagem do UOL mostrou que os dois também têm ligação com o CV, embora não façam parte do alto escalão.

A busca por eles mobiliza centenas de policiais, além de helicópteros, drones e cães farejadores. Na semana passada, um homem foi preso suspeito de abrigar e alimentar os foragidos. Em depoimento, ele disse que agiu sob ameaça.

Quem é Fernandinho Beira-Mar

Luiz Fernando da Costa, 56, foi o primeiro detento levado para uma cadeia federal, quando o modelo foi criado, em 2006. Na época, ele foi levado para a unidade de Catanduvas (PR).

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Ele está preso desde 2001, e tem cerca de 150 anos em condenações de crimes que vão de tráfico a homicídio.

Beira-Mar é apontado como um dos líderes do Comando Vermelho, a maior facção criminosa do país.

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