Conteúdo publicado há 1 mês

Guaíba fica abaixo de 4 metros pela primeira vez desde 3 de maio

Em declínio constante há dois dias, o nível do Guaíba era de 3,93 metros na manhã desta quarta-feira (22).

O que aconteceu

Esta é a primeira vez que o corpo d'água fica abaixo dos 4 metros desde 3 de maio. Desde a meia-noite, o declínio foi de seis centímetros.

Guaíba continua quase um metro acima da cota de inundação. A água ainda cobria parte do centro histórico da capital na noite da terça-feira (21).

Tendência é de que baixa continue nesta quarta devido a vento norte. A expectativa é de que o Guaíba possa bater 3,70 metros nas próximas horas, afirmou o MetSul.

Mau tempo pode interromper declínio. Ainda segundo O MetSul, uma massa de ar polar deve gerar vento sul forte na região da Lagoa dos Patos, com rajadas de até 90 km/h que podem represar as águas no Guaíba entre o fim da quinta-feira (23) e a sexta-feira (24).

Parte do estado deve ter chuva forte

Regiões próximas à fronteira com o Uruguai, da Campanha e da região Sul do estado devem ter precipitações de 100 milímetros. A informação é da MetSul, que apontou que a chuva mais forte deve ser registrada entre o fim desta quarta e o começo da quinta (23).

Para a capital, previsão é de sol e nuvens. Na região do Centro e do Noroeste do estado, a chuva pode ocorrer à noite, mas sem volumes exacerbados.

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Números das enchentes no Rio Grande do Sul

Há 161 óbitos confirmados pela Defesa Civil. Órgãos de segurança também procuram 82 pessoas desaparecidas.

Ao todo, 2.341.060 pessoas foram afetadas pelas chuvas no estado em 467 municípios. O estado tem 581 mil desalojados e 68,3 mil pessoas em abrigos.

Duas mortes por leptospirose foram confirmadas no estado. A primeira delas foi de um homem de 67 anos residente em Travesseiro, no Vale do Taquari. A segunda foi de um homem de 33 anos, morador de Venâncio Aires, informou a prefeitura do município.

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