Conteúdo publicado há 1 mês

Lessa irá para prisão que abriga Robinho, motorista de Porsche e Cravinhos

A penitenciária de Tremembé, localizada no interior de São Paulo e conhecida como "presídio dos famosos", abriga presos por crimes considerados midiáticos. Nesta sexta-feira (7), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a transferência do ex-policial militar Ronnie Lessa — que confessou ter matado a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes — para a unidade prisional.

O que aconteceu

Ex-jogador de futebol Robinho é um dos presos em Tremembé. Robinho foi transferido para a unidade prisional após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) homologar decisão da Justiça italiana em 20 de março. Ele foi condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo praticado em 2013. O ex-jogador nega ter cometido o crime.

Foto de Robinho feita ao ingressar no sistema prisional
Foto de Robinho feita ao ingressar no sistema prisional Imagem: Reprodução

Além do jogador, Cristian Cravinhos, condenado a 38 anos pelos assassinatos de Manfred e Marísia Richthofen, pais da ex-cunhada Suzane, está na unidade. O casal foi morto em outubro de 2002 na residência na zona sul paulistana. Suzane ficou 20 anos presa e está no regime aberto desde janeiro deste ano.

Cristian Cravinhos
Cristian Cravinhos Imagem: Reprodução/Record TV

Fernando Sastre de Andrade Filho, 24, também está na penitenciária. Ele é condutor do Porsche envolvido na colisão que matou o motorista de aplicativo Ornaldo dos Santos Viana e deixou um ferido, em 31 de março, no Tatuapé, zona leste de São Paulo.

Foto de Fernando Sastre
Foto de Fernando Sastre Imagem: Reprodução

Outro detento é Gil Rugai. Ele cumpre pena de 33 anos pelas mortes do pai, o publicitário Luiz Carlos Rugai, 40, e a madrasta Alessandra de Fátima Troitino, 33. O crime aconteceu em 28 de março de 2004, em Perdizes, zona oeste paulistana.

Gil Rugai
Gil Rugai Imagem: Reprodução
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Lindemberg Alves Fernandes, condenado por matar a namorada Eloá Pimentel, 15, em outubro de 2008, também está detido no presídio dos famosos. Ele foi condenado a 39 anos. Antes de matar a adolescente, ele a manteve refém por mais de 100 horas num apartamento em Santo André (SP).

Lindemberg Alves, condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pela morte de Eloá Pimentel, em 2008
Lindemberg Alves, condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pela morte de Eloá Pimentel, em 2008 Imagem: Leandro Moraes/UOL - 13.fev.2012

A unidade também já abrigou Mizael Bispo, condenado a 22 anos e 8 meses pela morte da ex-namorada Mércia Nakashima. Ele foi solto em agosto de 2023. Além dele, Alexandre Nardoni, condenado a 30 anos de prisão pela morte da própria filha, Isabella, também ficou detido no local, mas foi solto em maio deste ano.

Tremembé conta, atualmente, com 291 presos. A capacidade da penitenciária acomoda 348 pessoas, sendo 188 vagas destinadas aos detentos em regime fechado e 48 aos que cumprem pena no semiaberto.

O presídio conta com uma ala, a P2 de Tremembé, que é chamada em São Paulo de "unidade VIP" por abrigar presidiários portadores de diploma de curso superior, policiais e ex-policiais, agentes e ex-agentes penitenciários, além de detentos condenados por crimes que tiveram grande repercussão na mídia.

Transferência de Lessa

Moraes retirou o sigilo da delação de Lessa e autorizou a transferência dele para Tremembé, no interior de São Paulo. O ex-policial militar está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

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Transferência para Tremembé havia sido solicitada pela defesa de Lessa. Na decisão, Moraes afirmou que "os benefícios previstos na colaboração premiada dependem, obviamente, da eficácia das informações prestadas, uma vez que trata-se de meio de obtenção de prova, a serem analisadas durante a instrução processual penal. Isso, entretanto, não impede que, no presente momento, seja realizada, provisoriamente, a transferência pleiteada - enquanto ainda em curso a instrução processual penal".

Defesa de Lessa diz que Tremembé não é reconhecida apenas por receber presos de casos de grande repercussão. Saulo Carvalho, defensor do ex-policial, escreveu em nota que a unidade prisional em São Paulo é "reconhecida por garantir a segurança dos detentos, e por garanti-los a sua ressocialização, o que motivou a escolha" para o pedido. A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) não deu detalhes sobre quando e como deve acontecer a transferência de Lessa.

"Por fim, é importante ressaltar que conforme o teor da decisão prolatada, Ronnie Lessa terá suas comunicações e visitas monitoradas, garantindo maior segurança aos que cogitam a ideia de que o ex-policial irá furtar-se do seu compromisso com a justiça", finalizou a defesa.

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