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Márcio França não precisa ser o candidato do Bolsonaro em SP, diz vice

11.set.2017 - Reprodução/Facebook/antonionetopdt
Imagem: 11.set.2017 - Reprodução/Facebook/antonionetopdt

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

02/09/2020 04h00

O pré-candidato a prefeito de São Paulo Márcio França (PSB) não precisa receber o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para a eleição de novembro, na avaliação de seu pré-candidato a vice, Antonio Neto, presidente municipal do PDT.

"Ele não precisa disso, ele tem um nome, tem projeto", diz Neto ao UOL. "O França é o nosso candidato. Se ele é do Bolsonaro, eu não sei. E não vou perguntar nem para Bolsonaro nem para ninguém."

O Márcio não precisa da tutela de Bolsonaro nem de Lula nem de ninguém. Ele é o Márcio França. Ele tem uma trajetória de muitos anos
Antonio Neto (PDT), pré-candidato a vice-prefeito na chapa de Márcio França

Nas últimas semanas, acenos foram trocados entre França e Bolsonaro. O pré-candidato, por exemplo, chegou a comparecer a uma agenda do presidente em São Vicente, cidade do litoral paulista que é a base política de França.

Ao Valor Econômico, ele também defendeu um voto "Françanaro" ou "Bolsofrança", falando ser compreensível pontos de afinidade de uma candidatura do PSB com o presidente. Bolsonaro teria indicado que pode apoiá-lo em um eventual segundo turno, segundo reportagem do jornal O Globo.

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Márcio França, pré-candidato do PSB a prefeito de São Paulo, e seu pré-candidato a vice, Antonio Neto, presidente municipal do PDT em São Paulo
Imagem: Arquivo - Reprodução/Facebook/antonionetopdt

Neto, porém, diz que a candidatura não trabalha com a hipótese nem pensa em receber apoio de Bolsonaro para sua chapa. "Não temos o mínimo de preocupação com essas coisas neste momento."

Sobre a possibilidade de um efeito negativo da ligação da imagem de Bolsonaro com a campanha de França, ele diz que "todos os ruídos que possam acontecer serão avaliados a cada momento".

Neto nega que tenha uma insatisfação no partido em razão dos sinais emitidos por França sobre Bolsonaro. "Internamente, [reclamações] não chegaram na direção." Para ele, a especulação sobre perda de apoio dentro da aliança à pré-candidatura de França seria parte de "um processo difamatório, de criação de intrigas".

Vice está decidido mesmo?

Em meio ao período de convenções, a campanha de França continua em busca de aliados. Além do PDT, a coligação já conta com Avante e PMN. Outros partidos são sondados para entrar no grupo. Neto diz que essa movimentação não coloca em risco sua posição de vice na chapa.

"Ele [França] repete sempre que 'aqui tem palavra'. E aqui do nosso lado também temos palavra. Está acordado desde março o PSB oferecendo a cabeça e o PDT a vice."

Membros da campanha do pré-candidato a prefeito consultados pela reportagem também dizem que a posição de vice será do PDT independentemente de novas alianças que surjam.

França será confirmado como candidato do PSB a prefeito paulistano na convenção do partido, em 11 de setembro. No dia seguinte, o PDT fará sua reunião para anunciar Neto como vice. Na ocasião, são esperadas manifestações de lideranças nacionais do partido, como Carlos Lupi, presidente nacional da sigla, e Ciro Gomes, que pretende disputar o Planalto pelo PDT mais uma vez em 2022.