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Bolsonaro critica políticos 'inimigos' que usam sua foto para ganhar votos

Reprodução/YouTube
Imagem: Reprodução/YouTube

Do UOL, em São Paulo

08/10/2020 20h06Atualizada em 08/10/2020 20h25

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou hoje políticos que romperam com seu governo e agora usam sua foto para se promover e ganhar votos para as eleições municipais. Ele citou apenas um caso, o do deputado federal Heitor Freire (PSL-CE), atualmente candidato à prefeitura de Fortaleza.

"Pessoas que estavam comigo, depois racharam, viraram inimigas e agora indicam candidatos a prefeito com a minha fotografia do lado. Está aqui, não conheço o candidato de Pacatuba, Ceará, mas está aqui à direita um cidadão que rompeu com a gente e agora faz campanha para o seu prefeito. É muita cara de pau desse deputado", disse o presidente, apontando uma foto para a câmera.

Bolsonaro também anunciou que vai revelar o nome dos candidatos que apoiará a 15 dias das eleições. Ele adiantou que tem candidato preferido em São Paulo, Santos (SP), Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza e Manaus, além de uma candidata ao Senado por Mato Grosso e outras duas à Câmara Municipal de São Paulo.

"A gente sempre apela para o pessoal. O voto é uma manifestação tua, democrática, e você tem que pensar muito para votar, não pode errar. Erramos muito no passado, alguns acham até que erraram comigo, não tem problema. Se eu não vier candidato em [20]22, tem aí pela frente o [Fernando] Haddad, o poste; o [Geraldo] Alckmin; o Ciro [Gomes]; a Marina [Silva]...", listou.

Em setembro, Bolsonaro já admitira a possibilidade de apoiar algum candidato para as eleições municipais, citando na ocasião a capital paulista, Santos e Manaus.

Mudança de posição

Embora agora fale abertamente em apoiar candidatos a prefeito e vereador, Bolsonaro havia dito, em mais de uma oportunidade, que não se envolveria nas eleições municipais. Em 28 de agosto, por exemplo, o presidente disse em uma rede social que tem "muito trabalho" e apoiar candidatos tomaria todo o seu tempo.

Um pouco antes, em 22 de julho, Bolsonaro disse a apoiadores que não tem partido e não se "meteria" nas eleições municipais, segundo noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo. Ele voltou a usar seu trabalho como justificativa, acrescentando: "Tenho problema de desemprego, cresceu a violência".