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Centralizar totalização no TSE foi recomendação da PF, diz Barroso

Luiz Roberto Barroso, presidente do TSE - Foto: Carlos Moura / STF
Luiz Roberto Barroso, presidente do TSE Imagem: Foto: Carlos Moura / STF

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

16/11/2020 00h41

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, afirmou que partiu de uma recomendação da Polícia Federal a centralização no tribunal da totalização dos votos, medida que, segundo o ministro, pode ter contribuído para o atraso na divulgação dos resultados.

"Foi uma recomendação da perícia da Polícia Federal em nome de se prover maior segurança à totalização", disse o ministro.

"Portanto, é ate possível que a centralização aqui no TSE tenha sido a causa dessa lentidão, nós estamos estudando, mas foi uma decisão técnica decorrente de uma recomendação da Polícia Federal", afirmou Barroso.

No primeiro turno destas eleições, a totalização (soma dos votos) foi concluída por volta das 23h55, enquanto no primeiro turno de 2018 o processo terminou às 21h20, o que representa um atraso de cerca de duas horas e meia.

O TSE ainda não tem segurança sobre se a decisão de centralizar a totalização dos votos no tribunal de fato contribuiu para a demora. Além desse fato, um dos processadores do supercomputador utilizado na tarefa sofreu uma falha, o que também contribuiu para o atraso. O ocorrido ainda está sendo apurado.

Nestas eleições, a totalização foi concentrada no sistema do próprio TSE, diferentemente de anos anteriores, quando uma totalização parcial era feita em cada estado pelo respectivo TRE (Tribunal Regional Eleitoral), que então repassava os dados ao TSE.

Técnicos do tribunal afirmam que a medida aumenta a segurança na apuração dos votos, já que reduz a apenas um o ponto em que as informações são compiladas, ao invés de espalhar esse processo pelos 26 estados da federação e também no Distrito Federal.

O atraso na totalização não interfere na regularidade da contagem dos votos, segundo afirmou Barroso.

"Os resultados todos são passíveis de conferência, porque a totalização nada mais é do que tomar os boletins de todas as 400 mil seções eleitorais e somá-los", disse o ministro.

"Portanto, a demora não compromete minimamente a integridade do sistema", afirmou Barroso.