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PT é partido com mais candidatos no 2º turno, seguido pelo PSDB

Marília Arraes, candidata do PT no segundo turno das eleições no Recife - Divulgação/Câmara dos Deputados
Marília Arraes, candidata do PT no segundo turno das eleições no Recife Imagem: Divulgação/Câmara dos Deputados

Fernando Cymbaluk

Colaboração para o UOL, em São Paulo

17/11/2020 04h00

O PT é o partido com mais candidatos no segundo turno das eleições municipais, e continua na disputa por 15 prefeituras do país, de acordo com os dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Logo atrás, aparece o PSDB, que permanece na disputa em 14 municípios. O MDB vem na sequência, com presença em 12 pleitos de segundo turno.

Também aparecem na lista o PSD (10 candidatos em 2º turno), Podemos (9), DEM e PSB (8), PP e Republicanos (5), PDT (4), PSC (3). Patriota, Cidadania, PROS, PSL, PTB, PL, Solidariedade, PSOL e Avante têm dois candidatos na disputa, cada um. E PC do B, Rede e Novo, um.

O bom desempenho do PT é determinado principalmente pelas disputas na região Sudeste. O partido permanece em campanha em três municípios do estado de São Paulo, em duas cidades do Espírito Santo, duas de Minas Gerais, e uma no Rio de Janeiro. Os petistas também concorrem no segundo turno de dois municípios da Bahia, dois do Rio Grande do Sul e em uma cidade de cada um dos seguintes estados: Goiás, Pará e Pernambuco.

Já o PSDB se mantém na disputa principalmente em cidades dos estados de São Paulo (com sete candidatos) e Rio Grande do Sul (três). O partido permanece em campanha também no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Piauí e em Rondônia (com um candidato em cada estado).

A presença do MDB no segundo turno é mais fragmentada pelo país, com dois candidatos na corrida eleitoral na Bahia e em São Paulo e um candidato em cada um dos seguintes estados: Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Roraima e Rio Grande do Sul.

57 cidades terão segundo turno

Eleitores de 57 cidades devem voltar às urnas em 29 de novembro. O número representa cerca de 60% do total de 95 municípios em que uma segunda rodada de votação era possível. Deste grupo, 18 são capitais.

O segundo turno é realizado em cidades com mais de 200 mil eleitores, quando nenhum candidato alcança a maioria absoluta de votos —ou seja, mais da metade dos votos válidos.

Divisão entre os prefeitos eleitos

O predomínio do PT nas disputas de segundo turno contrasta com seu desempenho em vitórias no primeiro turno. A sigla figura na 11ª posição no ranking de partidos com maior número de prefeitos já vitoriosos, com 174 eleitos. Já o PSDB aparece da quarta posição neste ranking, com 491 eleitos.

O MDB, com 755 eleitos nos primeiro turno, encabeça a lista dos mais vitoriosos no primeiro turno, seguido por PP (671) e PSD (636). Também pode haver segundo turno em Macapá, cidade onde as eleições foram adiadas devido ao apagão que atingiu o Amapá.

Em Duque de Caxias (RJ) e em Volta Redonda (RJ), cidades que podem ter segundo turno, a eleição depende de decisão da Justiça Eleitoral, já que os candidatos à frente na disputa estão "sub judice".

Em 2016, predomínio no segundo turno foi do PSDB e do MDB.

Em 2016, 55 cidades definiram seus prefeitos em duas etapas. Na ocasião, o PSDB (19 cidades) e o MDB (14 cidades) foram os partidos que mais chegaram ao segundo turno. O PSB aparecia na sequência, prosseguindo em campanha em nove cidades, enquanto o PDT, PPS, PSD e PT continuavam em sete disputas cada um.

As eleições naquele ano aconteceram meses depois de Michel Temer (MDB) chegar à Presidência, com o apoio maciço dos tucanos durante processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O PSDB estava no primeiro escalão do governo e comandava os ministérios das Cidades e Relações Exteriores.

Os dois partidos também foram os maiores vencedores já no primeiro turno. Há quatro anos, o MDB elegeu de cara 1.035 prefeitos e o PSDB, 785 —-um deles foi o tucano João Doria, hoje governador, que já encerrou a disputa em 2 de outubro, com 53 % dos votos.

Veja as disputas em segundo turno neste ano:

  • Anápolis (GO): Roberto Naves (PP) e Antonio Gomide (PT)
  • Aracaju (SE): Edvaldo Nogueira (PDT) e Danielle Garcia (Cidadania)
  • Bauru (SP): Suéllen Rosim (Patriota) e Dr. Raul (DEM)
  • Belém (PA): Edmilson Rodrigues (PSOL) e Delegado Eguchi (Patriota)
  • Blumenau (SC): Mário Hildebrandt (PODE) e João Paulo Kleinübing (DEM)
  • Boa Vista (RR): Arthur Henrique (MDB) e Ottaci (Solidariedade)
  • Campinas (SP): Dário Saadi (Republicanos) e Rafa Zimbaldi (PL)
  • Campos dos Goytacazes (RJ): Wladimir Garotinho (PSD) e Caio Vianna (PDT)
  • Canoas (RS): Jairo Jorge (PSD) e Luiz Carlos Busato (PTB)
  • Cariacica (ES): Euclério Sampaio (DEM) e Célia Tavares (PT)
  • Caucaia (CE): Naumi Amorim (PSD) e Vitor Valim (Pros)
  • Caxias do Sul (RS): Pepe Vargas (PT) e Adiló (PSDB)
  • Contagem (MG): Marília (PT) e Felipe Saliba (DEM)
  • Cuiabá (MT): Emanuel Pinheiro (MDB) e Abílio Júnior (Podemos)
  • Diadema (SP): Filippi (PT) e Taka Yamauchi (PSD)
  • Feira de Santana (BA): Zé Neto (PT) e Colbert Martins (MDB)
  • Fortaleza (CE): Sarto Nogueira (PDT) e Capitão Wagner (Pros)
  • Franca (SP): Flávia Lancha (PSD) e Alexandre Ferreira (MDB)
  • Goiânia (GO): Maguito Vilela (MDB) e Vanderlan Cardoso (PSD)
  • Governador Valadares (MG): André Merlo (PSDB) e Dr Luciano (PSC)
  • Guarulhos (SP): Guti (PSD) e Elói Pietá (PT)
  • João Pessoa (PB): Cícero Lucena (Progressistas) e Nilvan Ferreira (MDB)
  • Joinville (SC): Darci de Matos (PSD) e Adriano Silva (NOVO)
  • Juiz de Fora (MG): Margarida Salomão (PT) e Wilson Rezato (PSB)
  • Limeira (SP): Mario Botion (PSD) e Murilo Félix (Podemos)
  • Maceió (AL): Alfredo Gaspar (MDB) e Jhc (PSB)
  • Manaus (AM): Amazonino Mendes (Podemos) e David Almeida (Avante)
  • Mauá (SP): Átila Jacomussi (PSB) e Marcelo Oliveira (PT)
  • Mogi das Cruzes (SP): Marcus Melo (PSDB) e Caio Cunha (PODE)
  • Paulista (PE): Yves Ribeiro (MDB) e Francisco Padilha (PSB)
  • Pelotas (RS): Paula Mascarenhas (PSDB) e Ivan Duarte (PT)
  • Petrópolis (RJ): Rubens Bomtempo (PSB) e Bernardo Rossi (PL)
  • Piracicaba (SP): Barjas Negri (PSDB) e Luciano Almeida (DEM)
  • Ponta Grossa (PR): Mabel Canto (PSC) e Professora Elizabeth (PSD)
  • Porto Alegre (RS): Sebastião Melo (MDB) e Manuela d'Ávila (PCdoB)
  • Porto Velho (RO): Hildon Chaves (PSDB) e Cristiane Lopes (PP)
  • Praia Grande (SP): Raquel Chini (PSDB) e Danilo Morgado (PSL)
  • Recife (PE): João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT)
  • Ribeirão Preto (SP): Duarte Nogueira (PSDB) e Suely Vilela (PSB)
  • Rio Branco (AC): Socorro Neri (PSB) e Tião Bocalom (PP)
  • Rio de Janeiro (RJ): Marcelo Crivella (Republicanos) e Eduardo Paes (DEM)
  • Santa Maria (RS): Sergio Cecchim (PP) e Pozzobom (PSDB)
  • Santarém (PA): Nélio Aguiar (DEM) e Maria do Carmo (PT)
  • São Gonçalo (RJ): Dimas Gadelha (PT) e Capitão Nelson (Avante)
  • São João de Meriti (RJ): Dr João (DEM) e Leo Vieira (PSC)
  • São Luís (MA): Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Júnior (Republicanos)
  • São Paulo (SP): Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL)
  • São Vicente (SP): Solange Freitas (PSDB) e Kayo Amado (PODE)
  • Serra (ES): Sergio Vidigal (PDT) e Fabio Duarte (Rede)
  • Sorocaba (SP): Rodrigo Manga (Republicanos) e Jaqueline Coutinho (PSL)
  • Taboão da Serra (SP): Engenheiro Daniel (PSDB) e Aprigio (PODE)
  • Taubaté (SP): Saud (MDB) e Loreny (Cidadania)
  • Teresina (PI): Dr. Pessoa (MDB) e Kleber Montezuma (PSDB)
  • Uberaba (MG): Elisa Araújo (Solidariedade) e Tony Carlos (PTB)
  • Vila Velha (ES): Arnadinho Borgo (Podemos) e Max Filho (PSDB)
  • Vitória (ES): Delegado Pazolini (Republicanos) e João Coser (PT)
  • Vitória da Conquista (BA): Zé Raimundo (PT) e Herzem Gusmão (MDB)