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Candidatos em Belém, Edmilson e Eguchi trocam acusações em debate

Reprodução/Diário online
Imagem: Reprodução/Diário online

Luciana Cavalcante

Colaboração para o UOL, em Belém

20/11/2020 02h01

Os candidatos à Prefeitura de Belém Edmilson Rodrigues (PSOL) e Delegado Eguchi (Patriota) protagonizaram um debate com troca de acusações, na TV RBA, afiliada da Rede Bandeirantes no Pará, a noite de quinta-feira (19).

Os participantes responderam perguntas sobre saúde, educação, habitação, emprego e coleta de lixo, entre outros temas. Mas a temperatura esquentou com citações de processos judiciais e de uma investigação ambiental.

O candidato do Patriota fez referência a um processo judicial envolvendo Edmilson por improbidade administrativa, em 2016. "Candidato, explique como o senhor está condenado por improbidade administrativa de livros que o senhor comprou, pagou e não recebeu? É assim que o senhor vai tratar a educação do município?", questionou.

Edmilson foi condenado pela Justiça Federal por irregularidades na área da Educação quando foi prefeito de Belém, tendo que devolver mais de R$ 300 mil aos cofres públicos, pagar multa e ter seus direitos políticos suspensos por oito anos, mas recorreu e aguarda decisão.

O candidato do PSOL respondeu lembrando outra decisão da Justiça desta semana, que obrigou Eguchi a retirar postagens sobre o assunto de suas redes sociais "Ele é condenado a retirar essas mentiras, os ataques que ele faz a este professor, pai de família, com uma vida acadêmica, com dois mandatos de prefeito, com as conta aprovadas nos oito anos no Tribunal de Contas dos Municípios e da União."

Edmilson citou, então, o blogueiro Oswaldo Eustáquio, que foi alvo de mandado de prisão domiciliar ontem, dizendo que ele "faz exatamente as mesmas mentiras, mas no padrão paulista". "Espero que o senhor não repita as mentiras em suas redes sociais, porque a Justiça está agindo em todo Brasil coibindo o crime de fake news, que é um crime contra a democracia."

"Em nenhum momento eu fui acusado de compra ilegal de livro", disse o psolista. "Houve uma decisão às vésperas das eleições de 2016. Como era totalmente absurda, porque nenhum momento passou por uma decisão minha, a não ser o respeito à lei e a dispensa licitação. A decisão foi suspensa por um recurso por nós impetrado."

Por outro lado, Edmilson acusou o delegado de dificultar investigações em uma operação do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) contra extração ilegal de madeira. "O senhor já ouviu falar na operação Ouro Verde, que prendeu seu irmão e o senhor perdeu o cargo na Polícia Federal porque não investigou as sete empresas que o senhor atuou como advogado, em 2007? Empresas que representava que cometiam crimes contra a natureza desviando madeira", falou.

O candidato do Patriota negou que o irmão tenha sido preso nesta operação e também a sua participação no esquema. "Meu irmão nunca foi preso. Ele foi acusado injustamente. Mas está na internet, pesquise!", respondeu.

Primeiro turno e apoio

No primeiro turno das eleições municipais, no último domingo (15), Edmilson Rodrigues teve 34,22% dos votos (248.751). Já o delegado federal Eguchi teve 23,06% (167.599).

Com o início da campanha para o segundo turno, a principal expectativa era saber quem teria o apoio do terceiro colocado, o candidato Priante (MDB), que teve 17,03% dos votos (123.808). Mas ele preferiu não declarar apoio a nenhum candidato.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que foi informado pela home-page, Thiago Araújo (Cidadania) não manifestou apoio ao candidato do PSOL Edmilson Rodrigues. A informação foi corrigida.