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Com medo de ataques, STF e TSE criam medidas contra invasores e extremistas

Seguranças na fachada do STF - EPA
Seguranças na fachada do STF Imagem: EPA

Weudson Ribeiro

Colaboração para o UOL, em Brasília

13/09/2022 13h43Atualizada em 14/09/2022 07h18

O STF (Supremo Tribunal Federal) vai estender até o fim do segundo turno das eleições deste ano as medidas de prevenção contra possíveis ataques que foram adotadas durante os atos de 7 de Setembro. O esquema, com efetivo de segurança reforçado e barreira antidrones, busca impedir que a sede da Suprema Corte possa ser depredada ou invadida por grupos extremistas.

Em 2021, manifestantes furaram o bloqueio da Polícia Militar e ingressaram na Esplanada dos Ministérios, onde proferiram palavras de ordem contra o ministro Alexandre de Moraes, relator de diversos processos contra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF.

Em outra frente, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) elabora um esquema para que ministros e servidores possam se deslocar em segurança para fora do edifício em eventuais situações de emergência.

A corte estuda também transferir para outro prédio a sala de totalização, em que são somados os votos do eleitorado, caso as equipes do tribunal identifiquem circunstâncias que ponham em risco a integridade do processo eleitoral.

Alvo de inúmeras teorias da conspiração, a área abriga uma equipe de cerca de 20 pessoas.

A sala-cofre, onde ficam os supercomputadores que fazem a totalização dos votos, não deve ser afetada por eventuais mudanças. Só três pessoas têm acesso a esse espaço, que conta um forte esquema de segurança.

Fachin vê risco de violência

As medidas ocorrem no mesmo momento em que o ministro Edson Fachin, do STF, afirma ver risco de violência política nas eleições deste ano. Na última semana, o magistrado determinou a suspensão de trechos de decretos em que Bolsonaro facilitou a compra e o porte de armas de fogo.

"Conquanto seja recomendável aguardar as contribuições, sempre cuidadosas, decorrentes dos pedidos de vista, passado mais de um ano e à luz dos recentes e lamentáveis episódios de violência política, cumpre conceder a cautelar a fim de resguardar o próprio objeto de deliberação desta Corte. Noutras palavras, o risco de violência política torna de extrema e excepcional urgência a necessidade de se conceder o provimento cautelar", escreveu Fachin.

Com a determinação do ministro, tomada em regime de urgência, a decisão começou a vigorar na segunda-feira (5).