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Reinaldo: Vitória de Damares levará bolsonarismo 'depurado' ao Congresso

Do UOL, em São Paulo

02/10/2022 19h49Atualizada em 02/10/2022 21h21

O colunista do UOL Reinaldo Azevedo disse hoje, durante o UOL Eleições 2022, que a vitória de Damares Alves (Republicanos) ao Senado pelo Distrito Federal levará um bolsonarismo "depurado" ao Congresso Nacional.

Assim como Damares, que foi ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro (PL), Tereza Cristina (PP), também foi eleita senadora por Mato Grosso do Sul.

"Damares Alves vai ser da chamada banda de música do bolsonarismo hardcore. Que, aliás, esse congresso, se estão reclamando do que temos agora, aguardem o próximo. Haverá ali coisa do arco da velha. Então, eu acho, vença Bolsonaro ou vença Lula, vai te uma fração da extrema direita mais obtusa no Congresso brasileiro", começou o colunista.

E continuou: "Ainda mais do que hoje porque está mais organizada. Essa legislatura que tivemos era aquela gente que entrou na onda bolsonarista. Agora, não, temos um bolsonarismo mais depurado que está indo para o congresso. E a Damares faz parte dessa cota. E eu acho que na Câmara também haverá alguns".

Para o colunista, apesar de Damares e Tereza serem bolsonaristas, ambas são bastantes diferentes entre si.

"Olha, são duas bolsonaristas, ou pelo menos a Tereza Cristina 'bolsononarizada', bastantes diferentes entre si. Eu acho que a Tereza Cristina vai ter, como teve no Ministério da Agricultura, escorregões, mas teve uma atuação institucional, inclusive, resolvendo vários problemas que o governo e os radicais e extremistas criaram com a China. Acho que ela vai ter uma atuação conservadora, que é o que ela é, dada do setor que ela vem", opinou.

Por fim, o colunista destacou também o avanço do "bolsonarismo" raiz, que segue os princípios do presidente e candidato à reeleição.

"Bolsonarismo raiz é que está avançando, o bolsonarismo ali, realmente, mais alinhado com o presidente", completou Reinaldo ao longo do programa.

Josias: Moraes exagera ao minimizar eventual contestação de resultado

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, erra ao minimizar uma eventual contestação do resultado das eleições por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), avalia o colunista do UOL Josias de Souza.

Durante coletiva de imprensa, Moraes usou uma metáfora sobre futebol para exemplificar como o tribunal lidará com possíveis alegações contra a apuração. "Até hoje eu contesto a vitória do Internacional contra o Corinthians em 1976, aquela bola que bateu na trave e bateu fora e foi dado gol. Eu contesto até hoje, só que fico com a minha contestação para mim mesmo. É assim que o Tribunal Superior Eleitoral vai tratar quem contestar as eleições", afirmou.

"O ministro exagera ao minimizar a contestação", diz Josias, no programa UOL Eleições. " O que se avizinha é uma encrenca de grandes proporções", completa.

Madeleine: Brasileiro mostra que ainda coloca o país acima de qualquer fanatismo

Moradora do interior paulista, a colunista do UOL Madeleine Lacsko relatou a mudança na dinâmica dos eleitores bolsonaristas e petistas neste domingo.

"O que vi foi o eleitorado petista acanhado porque o interior de São Paulo é Bolsonaro — tem competição de quem vai com a maior bandeira do Brasil em cima da caminhonete, vi muita gente de camisa verde e amarela", disse.

"O eleitorado do PT sempre foi o que gostava mais de votar com o broche, com bandeira, boné. Deu a impressão de que as pessoas estavam com medo de mostrar [que eram eleitores de Lula]", prosseguiu.

"As pessoas não quiseram mostrar, mas não ficaram com medo de ir votar. Fiquei feliz de ver que o brasileiro ainda coloca o nosso país e a democracia acima de qualquer fanatismo político", concluiu a jornalista.

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