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Internacional

Obama cita "evidências" de que o MH17 foi abatido por separatistas e responsabiliza a Rússia

Mais sobre o avião abatido

  • Coincidência

    Este é o 4º acidente aéreo em 17 de julho: outros três aviões caíram nos dias 17 de julho de 1996, 2000 e 2007.

  • Principais ataques

    Se for confirmado que a aeronave foi derrubada por um míssil, terá sido o ataque mais mortífero contra um voo comercial desde os anos 1960. Desde 1967, mais de 700 pessoas foram mortas em 19 incidentes envolvendo ataques com disparos propositais.

  • Morte instantânea

    "Quase ninguém a bordo soube o que estava acontecendo. Se não morreram instantaneamente, ficaram inconscientes em frações de segundos." A afirmação é de Justin Bronk, pesquisador britânico da área de defesa e segurança.

  • Abate poderia ter sido evitado

    Aviões comerciais como o Boeing 777 da Malaysia Airlines que foi sobre a fronteira da Ucrânia com a Rússia não possuem nenhum dispositivo para despistar mísseis.

Do UOL, em São Paulo

18/07/2014 13h06Atualizada em 18/07/2014 14h36

O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira (18) que "evidências indicam que o MH17 foi abatido por um míssil terra-ar de uma área controlada por separatistas apoiados pela Rússia".

"Também sabemos que não é a primeira vez que uma aeronave foi derrubada no leste da Ucrânia", acrescentou o presidente, lembrando que os separatistas têm recebido ajuda constante da Rússia, inclusive de armas pesadas. 

Embora tenha dito que "não gostaria de se antecipar aos fatos" e que "não sabemos exatamente o que aconteceu", Obama afirmou que os separatistas não teriam como operar do modo sofisticado que têm feito sem treinamento russo. 

“Sabemos que os separatistas estão pesadamente armados e treinados, e isso acontece por causa do apoio russo. Não é possível que eles funcionem do jeito que funcionam com o equipamento que têm. Um grupo de separatistas não pode derrubar um avião comercial com o equipamento que tem sem o apoio da Rússia.”

"O que aconteceu não foi um acidente. Aconteceu porque eles [separatistas] tiveram apoio."

Trajeto do voo MH17 - Arte/UOL - Arte/UOL
Voo ia de Amsterdã (Holanda) para Kuala Lumpur (Malásia)
Imagem: Arte/UOL

O líder americano apelou ainda para que tanto a Rússia, como a Ucrânia e também os separatistas façam um cessar-fogo para que uma investigação sobre a queda da aeronave possa acontecer. Mas avaliou que cabe à Rússia tomar ações para diminuir a tensão na região. 

"[O presidente russo, Vladimir] Putin é a pessoa com maior controle sobre a situação de violência na Ucrânia e até aqui não o está exercitando", afirmou. 

“Deixei claro para Putin que nosso caminho preferido é o diplomático, mas eles têm de fazer uma decisão estratégica: continuar dando apoio aos separatistas ou que estão prontos para trabalhar com o governo da Ucrânia”, acrescentou.

Segundo ele, estão a caminho da Ucrânia agentes do FBI e do National Transport Safety Board  como parte da ajuda dos EUA oferecida àquele país. 

Americano morto

O presidente confirmou que pelo menos um cidadão americano foi morto na queda do avião da Malaysia Airlines, na fronteira da Ucrânia com a Rússia: Quinn Lucas Shanzmen.

Segundo ele, o que aconteceu com os passageiros do MH17 "é um absurdo de proporções indizíveis". 

 "É uma tragédia global - um avião asiático com passageiros europeus caiu no território ucraniano."

Lista divulgada pela Malaysia Airlines na manhã desta sexta aponta que, dentre os 283 passageiros e 15 tripulantes, havia 189 holandeses, 44 malasianos (sendo 15 da tripulação mais duas crianças), 27 australianos, 12 indonésios (sendo uma criança), nove britânicos, quatro alemães, quatro belgas, três filipinos, um canadense, um neozelandês e um chinês de Hong Kong. 

Obama também lembrou os cerca de 100 especialistas em Aids que estavam a bordo do avião, a caminho de uma conferência na Austrália. Eram "homens e mulheres que dedicaram suas vidas para salvar a vida dos outros."

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