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Funcionário da ONU cai no choro ao falar na TV sobre palestinos em Gaza; veja

Do UOL, em São Paulo

31/07/2014 10h35Atualizada em 31/07/2014 10h39

Um vídeo compartilhado por milhares de internautas mostra um funcionário da ONU, Chris Gunness, aos prantos durante entrevista a uma emissora de TV sobre os conflitos na faixa de Gaza.

Respondendo em inglês a alguma pergunta que não se ouve no vídeo, Gunness, que é porta-voz da UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina), afirma que os direitos dos palestinos estão sendo negados nos confrontos mais recentes na faixa de Gaza.

O Exército de Israel realiza uma ofensiva militar desde 8 de julho, inclusive por terra, contra o Hamas, grupo islâmico radical que não reconhece o Estado judeu e controla o território.

Desde o início dos combates, foram mortos 1.349 palestinos, e os feridos são mais de 7,5 mil (a maioria civis, incluindo mulheres e crianças). Do lado israelense, os mortos somam 59 pessoas, dos quais três civis.

A entrevista de Gunness ocorreu após um ataque israelense contra uma escola mantida pela UNRWA em Gaza ter matado ao menos 19 pessoas enquanto elas dormiam. Cerca de 3.300 pessoas estavam refugiadas na escola por causa do conflito.

Assim que começa a falar, Gunness se emociona e cai em choro. Ele mesmo postou o vídeo em seu perfil no Twitter, onde se descreve como defensor fervoroso de que “os refugiados palestinos desfrutem de seus direitos por completo, incluindo o direito a uma solução justa e durável”.

 
Ao compartilhar o vídeo pelo Twitter, Gunness diz: "Há momentos em que lágrimas falam mais eloquentemente do que palavras. As minhas empalidecem em insignificância comparadas às de Gaza".
 
Escolas da ONU que abrigam refugiados em Gaza e também um mercado foram atingidos por bombardeios nos últimos dias. Vários imóveis estão destruídos, e as negociações de cessar-fogo não vão além de algumas horas de trégua entre as Forças de Defesa de Israel e o Hamas para que sejam removidos corpos de vítimas e a população local possa ir às ruas para conseguir alimentos e água.
 
Apelos da ONU e da comunidade internacional parecem não demover Israel e o Hamas. O governo israelense alega que está agindo em defesa de sua população, que não vai parar até destruir a rede de túneis construída pelos “terroristas” para acessar seu território, que tem interceptado vários foguetes disparados da faixa de Gaza e que o Hamas usa os palestinos como “escudo” em suas ações. 

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