Terremoto no sudoeste da China deixa 367 mortos; mais de mil estão feridos

Do UOL, em São Paulo

Sobe para, ao menos, 367 o número de mortos no terremoto de 6,1 graus de magnitude registrado neste domingo (3) nas regiões montanhosas do sudoeste da China, segundo a agência oficial "Xinhua". Mais de mil pessoas estão feridas.

O Centro Sismológico da China informou que o terremoto aconteceu às 16h30 (5h30 em Brasília), com epicentro a 27,1 graus de latitude norte e 103,3 graus de longitude leste com uma profundidade de 12 quilômetros no condado de Ludian, de 266 mil habitantes, pertencente à cidade de Zhaotong, em Yunnan.

Arte UOL
Epicentro do terremoto no sudoeste da China

O terremoto derrubou e causou dano a muitos edifícios, em particular nas construções mais antigas e residenciais. Foram derrubadas mais de 12 mil casas e danificadas outras 30 mil, detalhou a "Xinhua". A televisão local CCTV disse que o terremoto é o mais forte a atingir a província nos últimos 14 anos, de acordo com a rede inglesa BBC. 

Mais de 290 mortes aconteceram no distrito de Ludian, no epicentro do terremoto, de acordo com o jornal China Daily. Quase 30 pessoas morreram em dois distritos vizinhos, todos no município de Zhaotong, segundo a mesma agência. Os outros mortos não tiveram a procedência divulgada.

Oficiais de polícia e paramilitares estão na região e começaram a montar 2.000 barracas, também levando camas e cobertores à região.

Segundo o jornal "South China Morning Post", o tremor pode ser sentido em cidades próximas, como a capital provincial, Kunming, além de em Chongqing, Leshan e Chengdu, na província vizinha de Sichuan.

Moradores publicam imagens do terremoto

Alguns moradores já publicaram imagens das consequências do terremoto, em que é possível ver janelas e portas rotas ou paredes danificadas.

"Senti uma forte sacudida em meu apartamento, no quinto andar, e alguns objetos pequenos começaram a cair das estantes", contou um morador de Ludian à "Xinhua".

As pessoas saíram correndo de suas casas para a rua, e os serviços de luz e comunicações foram afetados.

O sudoeste da China é uma zona de frequente atividade sísmica e, nesta época do ano, também sofre com intensas chuvas, como as que mês passado causaram sérias inundações e deslizamentos de terra. O USGS (serviço meteorológico dos EUA que monitora os tremores pelo mundo) advertiu que "em geral a população dessa região vive em estruturas muito vulneráveis aos terremotos".

Histórico de tremores

O sudoeste da China, situado entre as placas tectônicas Euroasiática e da Índia, é cenário frequente de terremotos.

Os extremos montanhosos entre as províncias de Yunnan, Sichuan e Guizhu, de difícil acesso, registraram muitos terremotos nos últimos anos.

Em 1974, um tremor de 6,8 graus na mesma região matou mais de 1.500 pessoas.

Em setembro de 2012, outras 80 pessoas morreram em dois terremotos na região montanhosa entre Yunnan e Ghizhu.

Na vizinha Sichuan, uma das províncias de maior população da China, um terremoto de 8 graus em maio de 2008 deixou 87 mil mortos e desaparecidos. (Com agências internacionais)

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