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Internacional

Putin liga derrubada de avião russo pela Turquia a petróleo do Estado Islâmico

Do UOL, em São Paulo

30/11/2015 17h38

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, relacionou nesta segunda-feira (30) a derrubada do caça-bombardeiro russo Su-24 pela Turquia com o fornecimento de petróleo do EI (Estado Islâmico) para o território turco.

"Temos todos os motivos para supor que a decisão de derrubar o avião foi ditada pelo desejo de garantir a segurança das vias de fornecimento de petróleo ao território da Turquia", disse Putin em entrevista coletiva ao término da Cúpula do Clima em Paris.

Segundo Putin, a Rússia recebeu mais informações mostrando que o petróleo do Estado Islâmico está passando pela Turquia e que a derrubada do avião russo pelos turcos foi ditada pelo desejo de defender esse abastecimento.

Putin afirmou que a derrubada do avião foi um "enorme erro" e que ele não se encontrou com o presidente turco, Tayyip Erdogan, na França nesta segunda-feira.

Resposta

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, prometeu nesta segunda-feira renunciar ao cargo se for provado que seu país derrubou um caça-bombardeiro russo para proteger o envio de petróleo do EI a território turco.

"Não é moral acusar a Turquia de comprar petróleo do Daesh (forma pejorativa usada para se referir ao EI). Se há documentos, deveriam mostrá-los, que os vejamos. Se for provado, deixarei o cargo. E digo ao senhor Putin: ficará em seu cargo (caso não se confirme)?", disse Erdogan durante a Cúpula do Clima.

"Os países dos quais compramos petróleo são conhecidos. Um dos que compram petróleo da organização terrorista Daesh é um cidadão russo e sírio, George Haswani, como denunciou o Ministério das Finanças dos Estados Unidos", lembrou o presidente turco.

"Também pegamos os contrabandistas do petróleo", disse Erdogan em referência aos frequentes confiscos de cargas de petróleo na fronteira turco-síria, que neste ano atingiram um volume de quase 600 mil litros.

Normalmente se trata de carburante refinado de forma caseira e destinado ao consumo local nas províncias fronteiriças da Turquia, um dos países com o preço de gasolina mais alto do mundo. "Até hoje trabalhamos por vias legais. Não somos tão indignos para comprar algo de uma organização terrorista", ressaltou Erdogan. (Com agências internacionais)

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