Terrorista de ataques de Paris é preso em ação na Bélgica

Do UOL, em São Paulo

  • François Lenoir/Reuters

    Policiais entram em ação no subúrbio de Molenbeek, em Bruxelas, na Bélgica

    Policiais entram em ação no subúrbio de Molenbeek, em Bruxelas, na Bélgica

Salah Abdeslam, suspeito de ser um dos terroristas por trás dos ataques de novembro de 2015 em Paris, na França, foi ferido e preso durante uma ação antiterrorismo no bairro de Molenbeek, na Bélgica, nesta sexta-feira (18). A Promotoria belga confirmou que cinco pessoas foram presas nas operações desta sexta.

Abdeslam foi ferido na perna e levado a um hospital. Franco-marroquino, Abdeslam, 26, estava foragido desde os ataques, que deixaram 130 mortos na capital francesa. Acredita-se que ele tenha alugado o carro que levou os terroristas até o Stade de France.

O presidente da França, François Hollande, disse que tentará a extradição de Abdeslam o mais rápido possível e que a investigação sobre o atentado ainda não terminou. Segundo o presidente, o grupo responsável pelos ataques em Paris é parte de uma grande rede de terrorismo, com ligações com a Síria e com o Estado Islâmico.

O porta-voz da promotoria belga, Eric van der Sypt, informou que as cinco pessoas foram presas em três operações: Salah Abdeslam e um cúmplice, assim como três membros da família que os abrigava.

A ação desta sexta teve início após ser divulgada informação de que amostras de DNA e impressões digitais de Abdeslam, tinham sido encontrados em um apartamento alvo de uma operação antiterrorismo durante a semana.

O premiê belga, Charles Michel, teve de abandonar com urgência uma cúpula da União Europeia sobre a questão dos refugiados para tratar do tema.

AFP
Salah Abdeslam

Segundo a TV belga BMFTV, as evidências foram coletadas de um copo.

Durante a ação do começo desta semana, um suspeito foi morto e dois fugiram. Havia suspeitas de que um dos foragidos pudesse ser Abdeslam.

As autoridades disseram ter encontrado uma bandeira do Estado Islâmico (EI) no apartamento. Junto ao corpo foi descoberto um livro sobre salafismo e um fuzil, com 11 carregadores cheios. Não foram encontrados explosivos.

O suspeito que morreu durante a operação antiterrorista era um argelino que se encontrava de maneira irregular na Bélgica e que tinha cometido um pequeno delito em 2014.

A procuradoria belga o identificou como Belkaid Mohammed, nascido em 9 de julho de 1980, e afirmou que foi abatido enquanto disparava com um fuzil por uma janela contra as forças de segurança que participavam da operação.

Abdeslam chegou a ser parado pela polícia

Após os atentados, Abdeslam foi retirado da França de carro com a ajuda de dois cúmplices, Mohammed Amri e Hamza Attou. Foi parado no dia seguinte aos atentados pela polícia francesa em Cambrai, na rodovia em direção a Bruxelas, mas, por não estar registrado na base de dados, não despertou suspeitas.

Abdeslam cresceu no seio de uma família comum, sem criação religiosa, como relatou seu irmão mais velho, Mohammed, à emissora "RTL". Seu outro irmão, Ibrahim, compartilhava com Salah sua tendência jihadista e morreu ao explodir o colete de explosivos que levava preso ao corpo em um dos cenários dos ataques de Paris, onde abriu fogo contra as pessoas.

Os irmãos gerenciavam o bar Les Beguines, em Molenbeek, que tinha sido fechado em 4 de novembro de 2015 por tráfico de entorpecentes. Após os atentados de Paris, a família de Salah colocou velas na janela de seu domicílio na praça da prefeitura de Molenbeek em sinal de homenagem às vítimas. (Com agências internacionais)

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