Ao lado de Obama, Raúl Castro pede fim de embargo e devolução de Guantánamo

  • Ramon Espinosa/AP

O líder cubano, Raúl Castro, afirmou nesta segunda-feira (21) que o embargo americano a Cuba continua sendo o maior obstáculo à total retomada das relações entre Cuba e EUA.

As declarações foram feitas após reunião a portas fechadas entre o líder cubano e o presidente dos EUA, Barack Obama, em Havana.

Obama chegou ontem a Cuba para a primeira visita de um líder americano à ilha caribenha em 88 anos.

"As medidas adotadas [pelo governo americano] são positivas mas são insuficientes", disse Raúl. "Muito mais poderia ser feito se o embargo americano fosse levantado."

"Reconhecemos a posição do presidente Obama e seu governo contra o embargo e repetimos seus apelos ao Congresso para que ele seja removido."

"O embargo é hoje o maior impedimento ao nosso desenvolvimento", afirmou também o cubano.

Castro afirmou ter discutido com Obama "passos" a serem tomados para "remover restrições que continuam em vigor e que tenham um impacto significativo na redução do embargo".

"Território ocupado"

Castro também pediu que os EUA devolvam a Cuba "o território ilegalmente ocupado pela base de Guantánamo".

Desde 2002, durante o governo do presidente George W. Bush e após os atentados de 11 de setembro de 2001, os EUA mantêm no local uma prisão para suspeitos de atividades terroristas.

Em fevereiro, Obama apresentou um plano para fechar a prisão, mas afirmou que a devolução do território não será considerada. O plano ainda tem de ser aprovado pelo Congresso americano. 

Sobre a questão dos direitos humanos, outra questão em que Cuba e EUA divergem, Castro disse: "Ninguém deve demandar que o povo cubano renuncie a sua liberdade e sua soberania".

Obama deve se encontrar com dissidentes cubanos na terça-feira. 

"Há profundas diferenças entre nossos países que não sumirão, já que mantemos ideias diferentes sobre muitos assuntos, como sistemas políticos, democracia, o exercício dos direitos humanos, a justiça social, relações internacionais, paz mundial e estabilidade", afirmou Castro.

"Devemos aprender a arte de coexistir com nossas diferenças de maneira civilizada", finalizou. 

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