O que já se sabe (e ainda não) sobre os atentados em Bruxelas

Do UOL, em São Paulo

  • Ketevan Kardava/ Georgian Public Broadcaster via AP

Nesta terça-feira (22), três bombas explodiram em Bruxelas deixando mais de 30 mortos e 200 feridos. Ainda não houve a divulgação da identidade dos terroristas, nem das vítimas.

Veja abaixo o que já se sabe sobre a tragédia:

- As duas primeiras bombas explodiram no aeroporto de Zaventem, às 8h locais (4h de Brasília) no saguão de embarque, perto da área de check-in; neste local, ao menos 14 pessoas morreram e mais de 90 ficaram feridas, segundo a imprensa europeia. Também foi encontrado um terceiro explosivo --desativado pela polícia-- e um fuzil AK47, indicando que o desastre poderia ter sido maior.

- Cerca de 1h mais tarde, outra bomba explodiu na estação de metrô de Maelbeek, muito perto da sede executiva da União Europeia. Neste local, ao menos 20 pessoas morreram e 130 ficaram feridas. O incidente ocorreu no segundo de três vagões de um trem antigo.

- Dois dos terroristas suspeitos foram capturados pelas câmeras de segurança do aeroporto vestidos com luvas pretas na mão esquerda, que especula-se possam ser os detonadores das bombas, que estariam dentro das malas transportadas no carrinho. Eles foram identificados como irmãos de sobrenome El Bakraoui, que tinham passagem pela polícia. 

Polícia Federal belga/ AFP
- A polícia belga procura intensamente um terceiro suspeito --vestido de jaqueta branca e com chapéu--, que acredita-se que fugiu logo depois dos ataques. O prefeito de Zaventem, Francis Vermeiren, aposta que este terceiro "terrorista também colocou a mala em um carrinho, mas ele deve ter entrado em pânico, e a bomba não explodiu".

- Especula-se que o ataque na Bélgica pode ter sido uma vingança pela prisão de Salah Abdeslam na última sexta-feira (18), suspeito de ser um dos terroristas por trás dos ataques de novembro de 2015 em Paris, na França. O serviço secreto do Iraque diz que os ataques desta terça estavam sendo planejados havia dois meses e faziam parte de um plano maior, mas foram antecipados e concentrados em Bruxelas como forma de retaliação pela captura de Abdeslam.

- Um artefato explosivo contendo pregos, produtos químicos e uma bandeira do Estado Islâmico foram encontrados em batidas realizadas em Schaarbeek, no subúrbio ao norte de Bruxelas.

- O grupo jihadista Estado Islâmico reivindicou responsabilidade pelos ataques, dizendo que seus operários tinham realizado "uma série de atentados com cintos e dispositivos explosivos". O grupo disse que seus extremistas abriram fogo no aeroporto e que "vários deles" detonaram cintos suicidas em ambos os ataques.

- O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, pediu que não se façam conjeturas sobre possíveis vínculos entre os atentados jihadistas de 13 de novembro do ano passado em Paris e os ocorridos nesta terça-feira em Bruxelas.

- O primeiro-ministro belga, Charles Michel, descreveu esta terça como "um dia negro" para os belgas dizendo: "O que temíamos aconteceu". O país terá três dias de luto.

- Após os atentados, a Bélgica permanece em alerta máximo contra o terrorismo. Ou seja, novas ações podem acontecer a qualquer momento. Outros países da União Europeia também ligaram o alarme contra possíveis ataques. A Itália, por exemplo, está no nível 2, aquele imediatamente anterior ao de um "atentado em curso". No entanto, com exceção da Bélgica, não há indícios de ações terroristas iminentes dentro do bloco.

- A Liga dos Imãs na Bélgica condenou "firmemente os criminosos e indescritíveis atos que tiraram as vidas de dezenas de cidadãos e feriram incontáveis outros".

- Vigílias estão acontecendo por toda a Bélgica.

- As autoridades, a imprensa europeia ou a americana não divulgaram informações sobre como foram os atentados na estação de metrô.

Bruxelas é atingida por ataques terroristas cometidos pelo EI

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