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Mulher que teve rosto queimado pelo marido precisa de 2º transplante facial

Fotos mostram Carmen Blandin Tarleton, que sofreu 80% de queimaduras após ser atacada pelo ex-marido em 2007, em três momentos: antes (à esquerda), após o fato (no centro) e depois do transplante facial, em 2013 (à direita) - AP
Fotos mostram Carmen Blandin Tarleton, que sofreu 80% de queimaduras após ser atacada pelo ex-marido em 2007, em três momentos: antes (à esquerda), após o fato (no centro) e depois do transplante facial, em 2013 (à direita)
Imagem: AP

Do UOL, em São Paulo

23/09/2019 14h50Atualizada em 23/09/2019 15h11

Uma enfermeira norte-americana que teve 80% do corpo queimado por soda cáustica, em 2007, e que passou por um transplante de rosto em 2013 precisa agora de um segundo transplante facial.

Segundo informações da agência de notícias AP, os médicos responsáveis pelo acompanhamento de Carmen Blandin Tarleton, 51, descobriram células danificadas no rosto da mulher, o que levará à perda da face transplantada.

Em 2007, Tarleton ficou com o rosto e o corpo desfigurados após seu marido a agredir com um taco de beisebol e a queimar com soda cáustica. Em 2013, ela passou por um transplante facial completo, que na época foi considerado um sucesso. Hoje, ela vive em Manchester, no estado de New Hempshire (EUA).

Os médicos de Tarleton disseram que a maioria dos órgãos transplantados tem um período de vida limitado. Apesar disso, o caso da enfermeira é um lembrete de que o transplante de rosto ainda é experimental na ciência e tem várias questões não respondidas sobre os benefícios e os riscos no longo prazo.

"Há muita coisa desconhecida e tantas coisas novas que estamos descobrindo", disse o doutor Bohdan Pomahac, diretor de transplantes do Hospital Brigham, responsável pelo procedimento feito em Tarleton.

Desde o transplante, a norte-americana tem tido episódios seguidos de rejeição do novo rosto, em que ele ficava inchado e vermelho. Esses episódios vinham sendo tratados até que, no mês passado, os médicos descobriram que alguns vasos sanguíneos no rosto de Tarleton diminuíram e se fecharam, causando a morte das células.

Ainda levará mais um mês para que a situação de Tarleton seja avaliada e os médicos cheguem a uma decisão. Se os danos continuarem progredindo lentamente, a enfermeira pode ir para a fila de espera por um novo transplante de rosto. Mas, se as células começarem a morrer de forma rápida, os médicos terão de remover o rosto transplantado e tentar reconstruir a face original da mulher.

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