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Dois foguetes caem na Zona Verde de Bagdá, diz autoridade militar dos EUA

10.dez.2019 - Manifestante segura bandeira do Iraque durante protesto em Bagdá - Alaa al-Marjani/Reuters
10.dez.2019 - Manifestante segura bandeira do Iraque durante protesto em Bagdá Imagem: Alaa al-Marjani/Reuters

Do UOL, em São Paulo*

08/01/2020 18h42Atualizada em 08/01/2020 21h11

Dois foguetes Katyusha atingiram a chamada Zona Verde de Bagdá, capital do Iraque. A informação foi confirmada pelo porta-voz da força tarefa dos EUA no Iraque

Outras agências de notícias também noticiaram o assunto. A Agência Efe disse que uma fonte do Ministério do Interior iraquiano que pediu anonimato confirmou, num primeiro momento, a queda de dois projéteis provavelmente disparados por um sistema de lançadores múltiplos Katyusha. Já a Agência Ansa afirmou que o comando militar iraquiano comunicou a informação sobre os dois foguetes.

O incidente ocorreu pouco depois da meia-noite do horário local (ou por volta das 18h, horário de Brasília). Não há relatos de feridos até o momento.

A Zona Verde é a região de Bagdá que abriga prédios governamentais, missões estrangeiras e o Parlamento iraquiano. Esse, então, seria o terceiro ataque à região desde que os Estados Unidos utilizaram um drone em ação militar que resultou na morte do general iraniano Qassem Soleimani, há cinco dias.

Segundo a agência Reuters, fontes policiais afirmaram que um dos foguetes caiu a cerca de 100 metros da embaixada dos Estados Unidos. Ainda não há informações sobre a origem dos foguetes.

Jornalistas da CNN, que estão no país fazendo a cobertura da crise entre Estados Unidos e Irã, disseram ter ouvido sirenes de dentro da Zona Verde e duas explosões.

Ataque do Irã

O incidente ocorre pouco tempo depois que duas bases aéreas que abrigam tropas dos Estados Unidos e da coalizão no Iraque serem atingidas por mísseis, no início da noite de ontem. O Pentágono confirmou os ataques, e o Irã assumiu a autoria dos disparos contra ao menos uma das bases. (Veja o vídeo abaixo)

A Guarda Revolucionária Islâmica do país disse, em comunicado na TV estatal iraniana, que lançou "dezenas" de mísseis como resposta à morte de Soleimani, na última quinta-feira.

Uma das bases atingidas foi Ain al-Asad, em Anbar. Estima-se que ao menos dez mísseis tenham efetivamente tocado o solo da base. A outra se localiza em Erbil, na região semiautônoma do Curdistão, que teria sido acertada por dois mísseis. Outro artefato caiu próximo do aeroporto de Erbil, segundo a CNN, mas não explodiu nem causou vítimas.

O primeiro ataque ocorreu às 19h30, no horário de Brasília - 17h30 em Washington, 1h30 de quarta-feira em solo iraquiano.

Trump faz pronunciamento

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou hoje um pronunciamento na Casa Branca para falar sobre o ataque do Irã a duas bases militares do país no Iraque ocorridos na noite de ontem (no horário de Brasília). À imprensa, o republicano disse que o conflito está "acalmando", anunciou que o país persa deverá sofrer novas sanções e reafirmou que nenhum cidadão americano foi morto no ataque. (Assista a trecho do pronunciamento abaixo)

"Nenhuma vida americana ou iraquiana foi perdida por causa das precauções que nós tomamos para dispersar as forças. Agradeço aos esforços aos homens e mulheres de uniforme. Desde 1999 as nações têm tolerado as ações de desestabilização do Irã no Oriente Médio, esses dias acabaram. O Irã andou procurando obter armas nucleares e ameaçando o mundo civilizado, não vamos permitir isso", declarou, afirmando que "nossas grandes forças americanas estão preparadas para tudo".

O presidente do Parlamento iraquiano, Mohammed al-Halbousi, também reagiu pedindo ao governo iraquiano que preserve a soberania do país de violações e impeça que o Iraque entre na espiral do conflito.

Em um comunicado, al-Halbousi exortou todas as partes a "exercitar a contenção e a sabedoria". Ele considerou os ataques iranianos contra bases no Iraque uma "violação da soberania iraquiana".

"Afirmamos nossa absoluta recusa em permitir que as partes conflitantes tentem usar a arena iraquiana para se vingarem uma da outra", disse al-Halbousi no comunicado.

*Com informações das agências AFP, EFE, Ansa e do jornalista Ahmed Aboulenein, da agência Reuters

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