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Nasa cria respirador barato com peças alternativas e licença gratuita

Respirador desenvolvido pela Nasa em 37 dias - Divulgação
Respirador desenvolvido pela Nasa em 37 dias Imagem: Divulgação

Wanderley Preite Sobrinho

Do UOL, em São Paulo

26/04/2020 09h17

Os engenheiros da Nasa projetaram e construíram em 37 dias um respirador mais barato voltado a pacientes infectados com a covid-19. Os administradores da agência ofereceram licença gratuita para baratear o produto, cuja principal vantagem é que ele foi projeto com poucas peças dos respiradores tradicionais, o que permitirá sua produção em massa.

A expectativa dos americanos é que o produto receba aprovação de emergência da FDA (Food and Drug Administration) nos próximos dias.

O dispositivo, chamado VITAL, foi desenvolvido por uma equipe de engenheiros do Laboratório de Propulsão a Jato em Pasadena, na Califórnia. Eles precisaram de 37 dias para criar o produto que utilizou apenas 14% do número de peças usadas tradicionalmente em um ventilador convencional.

A intenção de substituir as peças era evitar a interrupção da cadeia de suprimentos de ventiladores convencionais, que já estão em falta. "Utilizamos peças de outras indústrias que podem ser usadas nesse equipamento", afirmou o diretor associado do laboratório, Dave Gallagher, em uma teleconferência.

"Não são partes que você normalmente usaria na construção de um ventilador", explicou J.D. Polk, chefe de saúde e medicina da NASA. "Existem cerca de 700 peças por aí que não estamos usando e não temos que competir com a cadeia de suprimentos."

Licença gratuita

Para baratear o produto, a Nasa concedeu licença gratuita para ajudar a colocar o dispositivo nos hospitais mais rapidamente. Segundo Gallagher, o valor deve ficar entre US$ 2.000 e US$ 3.000, muito abaixo dos ventiladores de baixo custo produzidos pela General Motors, por exemplo, que custam US$ 16.000 cada.

Um protótipo foi testado na Escola de Medicina Icahn, em Nova York, onde o Laboratório de Simulação Humana da escola simulou uma série de condições do paciente. "O teste foi excelente", disse Gallagher.

A equipe enviou na sexta-feira (24) um pedido de autorização de uso emergencial ao FDA. A autorização deve ocorrer ainda esta semana.

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