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Polícia francesa dispersa protesto que marca morte de homem negro em 2016

2.jun.2020 - Milhares de pessoas tomam as ruas de Paris em manifestação contra o racismo - Pierre Suu/Getty Images
2.jun.2020 - Milhares de pessoas tomam as ruas de Paris em manifestação contra o racismo Imagem: Pierre Suu/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

03/06/2020 10h05Atualizada em 03/06/2020 13h59

A polícia da França usou gás lacrimogêneo hoje para dispersar manifestantes de um ato que marca a morte de um homem negro em uma operação policial em 2016 que alguns compararam à morte de George Floyd nos Estados Unidos.

Segundo a agência Reuters, os policiais usaram o gás depois que alguns dos manifestantes começaram incêndios e montaram barricadas ao redor da Avenue de Clichy, no norte de Paris.

Milhares de pessoas se reuniram anteriormente para uma manifestação em memória de Adama Traore, que morreu em uma operação policial de 2016.

Traoré tinha 24 anos quando morreu. A investigação judicial concluiu que ele sofria de uma doença cardíaca preexistente, que teria causado sua morte, mas um relatório de peritos independentes contratados pela família concluiu que ele morreu devido ao peso dos três policiais que o mantiveram de bruços, pressionando o corpo do jovem, durante a operação de detenção.

Os manifestantes desafiam uma proibição policial imposta por causa do risco de desordem e do perigo de disseminação do novo coronavírus. Dezoito pessoas foram detidas ontem em Paris, após o protesto que reuniu 20 mil pessoas.

A direita condenou hoje a manifestação, proibida na véspera pela polícia. "Inadmissível", declarou o senador Bruno Retailleau à uma TV, lembrando que os agrupamentos de mais de dez pessoas estão proibidos por causa da crise sanitária.

"A violência não tem lugar na democracia", declarou o ministro do Interior francês, Christopher Castaner, na noite de ontem. Ele também felicitou as forças de segurança pelo sangue frio e domínio da situação.

* Com informações da RFI

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