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Estátua de italiano que foi 'casado' com menina africana é atacada em Milão

14.jun.2020 - Tinta vermelha foi usada para escrever as palavras "racista" e "estuprador" sobre a estátua do jornalista italiano Indro Montanelli, em Milão, na Itália - Antonio Calanni/AP
14.jun.2020 - Tinta vermelha foi usada para escrever as palavras "racista" e "estuprador" sobre a estátua do jornalista italiano Indro Montanelli, em Milão, na Itália Imagem: Antonio Calanni/AP

Do UOL, em São Paulo

14/06/2020 13h04

As palavras "estuprador" e "racista" foram pichadas em uma estátua do jornalista Indro Montanelli em Milão, no norte da Itália, que fica dentro de um parque com seu nome.

Montanelli, que morreu em 2001, aos 92 anos, reconheceu, nos anos 1960, que teve uma "noiva" de 12 anos da Eritreia, país no nordeste da África, enquanto serviu como soldado na então colônia italiana, na década de 1930.

O ato leva a uma crítica ao passado colonialista do país, dentro da onda de protestos #BlackLivesMatter (Vidas Negras Importam, em tradução livre).

De acordo com o site da Associated Press, Montanelli foi um dos mais reverenciados jornalistas na Itália, homenageado pelo Instituto Internacional de Imprensa de Viena em 2000 como um dos 50 heróis da liberdade de imprensa mundial.

Correspondente de guerra notável, ele narrou a Itália contemporânea desde sua época colonial através do fascismo, a reconstrução do país no pós-guerra, e os escândalos anticorrupção que derrubaram a classe política italiana nos anos 1990.

Em 1977, ele foi baleado quatro vezes nas pernas por um grupo terrorista doméstico, a Brigada Vermelha. Ele também orientou muitos dos principais jornalistas italianos de hoje.

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