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EUA: Soldado planejou ataque com supremacistas brancos para começar guerra

Soldados dos Estados Unidos - Warrick Page/Getty Images
Soldados dos Estados Unidos Imagem: Warrick Page/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

23/06/2020 10h25

Um soldado norte-americano foi preso e está sendo acusado de ter passado informações confidenciais para um grupo supremacista branco que planejava um ataque terrorista contra uma base do exército americano na Turquia.

"Ethan Melzer, um soldado do Exército dos EUA, era o inimigo interno", disse a advogada interina dos EUA, Audrey Strauss, em comunicado. "Como alegado, Melzer foi motivado pelo racismo e pelo ódio enquanto tentava realizar esse último ato de traição".

De acordo com a investigação, Melzer teria passado a localização da base, rotas e armas da unidade para o grupo supremacista Ordem dos Nove Ângulos, ou O9A. Esse grupo é considerado uma organização neonazista satânica.

Essas informações seriam repassadas a jihadistas que fariam o ataque e assim teria início uma nova guerra no Oriente Médio.

Melzer se comunicava com o grupo por meio de mensagens criptografadas, segundo as investigações. Em uma das mensagens que ele supostamente teria enviado, ele reconhece que poderia ser uma das vítimas do ataque, mas não vê problemas nisso.

"Eu teria morrido com sucesso", disse ele em mensagem, segundo documentos do tribunal, explicando que "outra guerra de dez anos no Oriente Médio deixaria definitivamente uma marca".

Antes de enviar mais informações e definir os detalhes do atentado terrorista, Melzer foi intimado pelo FBI e confessou a traição.

Ele foi acusado de conspirar para assassinar nacionais dos EUA, de conspirar para assassinar membros do serviço militar dos EUA, além de fornecer apoio material a terroristas e conspirar para assassinato e mutilação em um país estrangeiro, entre outras acusações federais. Melzer pode ser condenado à prisão perpétua.

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