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Prédios do governo e pontos turísticos: conheça área da explosão em Beirute

IMAGEM FORTE - Corpo de um homem é visto no local da explosão em Beirute, Líbano - 4 de agosto de 2020 - REUTERS/Mohamed Azakir
IMAGEM FORTE - Corpo de um homem é visto no local da explosão em Beirute, Líbano - 4 de agosto de 2020 Imagem: REUTERS/Mohamed Azakir

Lucas Borges Teixeira

Do UOL, em São Paulo

04/08/2020 18h03

Resumo da notícia

  • Nos últimos anos, a zona portuária passou por um processo de revitalização e modernização e fica próxima ao distrito central da capital
  • A região da explosão fica próxima a construções históricas, praças, mesquitas e áreas de lazer e convivência
  • Raio de impacto tem grande número de hotéis, restaurantes, lojas e um shopping center
  • Com medidas de isolamento social por causa da pandemia de covid-19, no entanto, o movimento estava reduzido
  • Não há notícias sobre o estado das ruínas romanas, museu a céu aberto localizado a cerca de 1,5 km do local

A região próxima ao porto de Beirute, no Líbano, onde houve a explosão nesta terça (4) e vitimou dezenas de pessoas, abriga o centro histórico e alguns dos principais pontos turísticos e movimentados da capital.

A explosão ocorreu na parte oeste da zona portuária de Beirute. Até o momento, a causa apontada é um incêndio em um depósito que abrigava material confiscado altamente inflamável, apreendido de uma embarcação, de acordo com as autoridades libanesas.

Nos últimos anos, a zona portuária passou por um processo de revitalização e modernização e fica próxima ao distrito central da capital. O impacto foi sentido até no Chipre, a mais de 200 km da costa libanesa.

Uma gigantesca coluna de fumaça pôde ser vista de toda a cidade, relataram testemunhas e a mídia local. Vitrines de lojas de diversos bairros estouraram e carros foram abandonados na rua sem os vidros e com o airbag acionado. Muitas casas perderam suas sacadas.

Prédios históricos e pontos turísticos

Local da explosão em Beirute - Arte/UOL - Arte/UOL
Imagem: Arte/UOL

Beirute tem cerca de 360 mil habitantes e fica no litoral do mar Mediterrâneo. A região da explosão fica próxima a construções históricas, praças, mesquitas e áreas de lazer e convivência.

A cerca de 1,5 km do local, no coração de Beirute, ficam as ruínas romanas, um museu arqueológico a céu aberto dos tempos do Império Romano sobre a região. A construção ancestral é um dos principais pontos turísticos da cidade e ainda não há notícias sobre seu estado.

A poucos quarteirões dali também fica uma das maiores áreas públicas da cidade, o Jardim Khalil Gibran, local de passeio para turistas e moradores. Com mais de 6 mil metros quadrados, o parque fica à frente da sede da ONU (Organização das Nações Unidas) no Líbano.

No raio de 2,5 km do porto fica ainda a Praça dos Mártires, construída em homenagem a combatentes da Primeira Guerra Mundial, a maior praça pública do país e o principal ponto de encontro político de protestos no Líbano. À frente dela, há uma das maiores mesquitas da capital e uma antiga casa de ópera.

A área em volta da região portuária, no raio do impacto, abriga um grande número de hotéis, restaurantes, lojas e um shopping center. Com medidas de isolamento social por causa da pandemia de covid-19, no entanto, o movimento estava reduzido nestes locais.

Sede do governo

Os dois prédios governamentais mais importantes da cidade, a Prefeitura e o Palácio do Governo, sofreram impactos. A prefeitura, localizada na região histórica da cidade, ficava a cerca de 1,5 km do local. Há informações de que o prédio teve janelas e a área exterior danificadas, mas ainda não se sabe sobre a estrutura.

O mesmo ocorreu com o Grand Serail, palácio do primeiro-ministro, a menos de 3 km da explosão. Segundo informações iniciais, o prédio histórico de 1853, um dos pontos turísticos da capital libanesa, também foi danificado externamente e deve janelas e portas quebradas. O primeiro-ministro Hassan Diab não sofreu ferimentos.

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