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Covid-19: Portugal quer reabrir escolas 'o mais próximo possível do normal'

País adota medidas para iniciar aulas presenciais em setembro, como em outros anos - iStock
País adota medidas para iniciar aulas presenciais em setembro, como em outros anos Imagem: iStock

Do UOL, em São Paulo

13/08/2020 13h58

Com 53.548 casos do novo coronavírus desde o início da pandemia, Portugal traça planos para a reabertura de escolas. Hoje, em entrevista coletiva, a ministra de Estado e da Presidência do país, Mariana Vieira da Silva, informou que o governo local trabalha para assegurar um cenário "o mais próximo possível do início normal do ano letivo".

Em Portugal, o ano letivo costuma começar em setembro e terminar em junho. O primeiro semestre vai de setembro a janeiro (com recesso no Natal e no Ano Novo), enquanto o segundo vai de fevereiro a junho. As férias escolares acontecem em julho e agosto.

Segundo autoridades portuguesas, apenas uma piora do cenário atual pode levar a decisões contrárias. Até hoje, Portugal teve 1.770 mortes causadas pela covid-19; no entanto, segundo o SNS (Serviço Nacional de Saúde) as primeiras semanas de agosto têm o menor número de internados desde o começo de março.

"Consideramos que o regresso às aulas é da maior importância, para as crianças e para os jovens, para toda a sociedade e estamos a trabalhar para que possa ser retomado", disse a ministra, segundo a agência de notícias Lusa.

"Obviamente que, a cada momento e em função da situação epidemiológica, estamos sempre preparados para tomar decisões diferentes. Decisões diferentes mais limitadas, de pequenos acertos ao funcionamento, ou decisões diferentes mais significativas, retomando o ensino à distância e a plataforma de estudo em casa, que continua a ser preparada para que possa responder", afirmou também.

Além do ensino à distância, Portugal cogita ainda a possibilidade de divisão de turma para o reinício das aulas presenciais, suspensas desde março. Os alunos também deverão usar máscaras e ter álcool em gel à disposição, enquanto as escolas deverão ter corredores de circulação, regras de permanência e horários específicos para as refeições.

"Quando em março fechamos as escolas, o nível de conhecimento que existia também era distinto do que hoje existe. E hoje é uma recomendação de todos, da própria OMS, que as escolas possam retomar, porque elas são, para muitas crianças e jovens, o local mais seguro e onde mais condições de segurança e de saúde pública se podem garantir, além do ensino e de aprendizagem, do contato com outras crianças, da alimentação que a escola pública fornece", afirmou Mariana Vieira da Silva.

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