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Motorista atropela e mata idosa bêbada após confundi-la com saco de lixo

Jacqueline Bradnick, de 71 anos, morreu com o impacto do veículo guiado por Ian Catley - Reproduçao/Bournemouth News
Jacqueline Bradnick, de 71 anos, morreu com o impacto do veículo guiado por Ian Catley Imagem: Reproduçao/Bournemouth News

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/10/2020 13h49

Um motorista de Bournemouth, na Inglaterra, atropelou uma idosa de 71 anos que andava bêbada pela rua, após "confundi-la com um saco de lixo". Foi o que alegou, Ian Catley que guiava o veículo envolvido no acidente, para os tribunais, durante o julgamento do caso.

A noite chuvosa, segundo Catley, atrapalhou a visibilidade e a aderência do carro na pista. Então, por não pensar que o objeto a frente era uma pessoa, ele decidiu seguir acelerando em linha reta. Na frente do carro, no entanto, estava Jacqueline Bradnick, que morreu com o acidente.

Jacqueline Bradnick, segundo as informações obtidas no jornal local Bournemouth News, vestia roupas escuras e estava bêbada. A promotora do caso, Isabel Delamere, no entanto, insistiu que ela poderia ser vista e que os carros à frente e atrás do de Catley conseguiram desviar-se da vítima.

William Dring estava perto do local do acidente, e testemunhou o que viu para o tribunal. Segundo ele, após um barulho muito alto, a senhora Bradnick foi lançada para cima e caiu de costas no chão.

Ele também afirmou que Catley não parou para prestar socorro à vítima, que caída no chão ainda foi atropelada mais uma vez por um segundo carro.

Na autópsia, médicos confirmaram que uma colisão foi a causa da morte da mulher. Além fraturas no crânio e lesões internas graves, foram registradas 53 fraturas nas costelas da vítima.

A promotoria alega que Catley dirigiu sem os cuidados devidos, pois teve tempo suficiente para tomar medidas defensivas e desviar-se da mulher, como outros motoristas fizeram. "Não estamos sugerindo por um minuto que ele sabia que era ela, mas ele decidiu passar por cima dessa pessoa."

Um relatório de toxicologia apontou que a vítima tinha um nível de álcool de 190 miligramas por 100 mililitros de sangue — o limite para beber e dirigir, na Inglaterra, é de 80 miligramas por 100 mililitros de sangue. O réu forneceu um resultado de teste de respiração negativo no local.

O julgamento ainda não teve uma sentença definida. Na Inglaterra a pena por causar morte por condução descuidada ou inconsiderada pode chegar até 5 anos de prisão e tem multa ilimitada.

Errata: o texto foi atualizado
Diferente do que foi informado, a vítima não fraturou 53 costelas, mas sofreu 53 fraturas nas costelas. A informação foi corrigida.

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