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Eleições Americanas

Advogado de Trump exibe suor preto ao explicar suposta fraude nas eleições

Rudy Giuliani teve parte da sua tinta de cabelo escorrendo pelo rosto junto com suor durante coletiva de imprensa - Jacquelyn Martin/AP
Rudy Giuliani teve parte da sua tinta de cabelo escorrendo pelo rosto junto com suor durante coletiva de imprensa Imagem: Jacquelyn Martin/AP

Do UOL, em São Paulo

19/11/2020 17h54

Rudy Giuliani deveria ter ajudado a embasar hoje as alegações de fraude nas eleições americanas feitas pelo atual presidente Donald Trump. No entanto, em uma coletiva de imprensa realizada na cidade de Washington, na qual o advogado pessoal de Trump não apresentou nenhuma prova das supostas fraudes, Giuliani chamou mais a atenção por outros motivos.

Em evento transmitido ao vivo pelo canal Fox News, Giuliani falou direto da sede do Comitê Nacional do Partido Republicano e impressionou por suar intensamente durante a coletiva. Com o passar do tempo, linhas pretas de suor começaram a se formar no rosto do advogado, que também é conhecido por ter sido prefeito de Nova York entre 1994 e 2001.

Giuliani - Jonathan Ernst/Reuters - Jonathan Ernst/Reuters
Advogado de Trump suou intensamento durante evento que deveria esclarecer alegações de fraudes
Imagem: Jonathan Ernst/Reuters

O suor preto no rosto do advogado chegou a brotar dos dois lados de sua face e teve que ser retirado com um lenço algumas vezes por Giuliani. Segundo a imprensa americana, tudo indica que foi a tinta de cabelo dele que começou a se misturar com o suor e criou o líquido escuro.

Em meio a alegações de que um equipamento venezuelano foi usado para contar votos no pleito que elegeu o democrata Joe Biden como novo presidente dos Estados Unidos, Giuliani ainda protagonizou outro momento caricato durante o evento, quando imitou uma cena do filme "Meu Primo Vinny".

O longa, lançado em 1992, é conhecido no Brasil por ter figurado constantemente em sessões vespertinas de filmes na TV aberta. O advogado de Trump imitou uma cena do filme estrelado por Joe Pesci e Marisa Tomei para ilustrar a possibilidade de fraudes na contagem de votos, alegando que observadores de Trump não conseguiram acesso a algumas sessões de votação.

Giuliani lembrou especificamente o exemplo da Pensilvânia, estado responsável por confirmar a vitória de Biden e um dos que possuem mais peso no Colégio Eleitoral americano. Segundo o advogado de Trump, o caso guarda semelhança com uma cena do longa.

No filme, Vincent Gambini, personagem de Joe Pesci, tenta demonstrar que a testemunha de um julgamento de assassinato não teria uma visão boa o suficiente para atestar sobre o crime que presenciou. Na cena, Vincent mostra dois dedos para a testemunha, que diz enxergar três dedos levantados.

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