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Coronavírus

Trump diz que distribuição de vacina para covid-19 começa na semana que vem

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tira a máscara para discursar em evento na Casa Branca - Mandel Ngan/AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tira a máscara para discursar em evento na Casa Branca Imagem: Mandel Ngan/AFP

Do UOL, em São Paulo

27/11/2020 07h43Atualizada em 27/11/2020 12h20

O presidente americano Donald Trump afirmou ontem que a distribuição da vacina contra o coronavírus nos Estados Unidos começará na semana que vem ou na próxima.

A declaração foi dada em discurso às tropas americanas no exterior via chamada de vídeo para marcar o feriado de Ação de Graças. Segundo Trump, os primeiros a serem vacinados serão funcionários da linha de frente, pessoal médico e idosos.

"O mundo inteiro está sofrendo e nós estamos arredondando a curva. As vacinas serão entregues na semana que vem ou na seguinte", disse o presidente americano.

A FDA (Food and Drug Administration), equivalente à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nos EUA, deve avaliar o pedido de uso emergencial da vacina da Pfizer-BioNTech em 10 de dezembro. Uma eventual vacinação da população só poderia começar após a aprovação pela FDA.

No mesmo discurso, Trump disse que a vacinação em tempo recorde é mérito de sua gestão, que pressionou a FDA para agilizar os processos. Ele ainda pediu para que as pessoas não deixem o presidente eleito Joe Biden levar os créditos por isso.

"Joe Biden falhou com a gripe suína, H1N1 [Biden era vice de Barack Obama à época]. Não deixem ele levar os créditos pelas vacinas porque as vacinas são minhas, eu pressionei as pessoas como elas nunca foram pressionadas antes e nós conseguimos as aprovações [a vacinação da população ainda não foi aprovada]", afirmou Trump.

40 milhões de vacinas até o fim do ano

Segundo a agência de notícias AFP, os Estados Unidos planejam distribuir 6,4 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech para a covid-19 depois que ela for liberada para uso emergencial.

O general Gustave Perna, chefe de operações para a operação governamental Warp Speed, disse a repórteres que cerca de 40 milhões de doses da vacina estariam disponíveis até o final de dezembro.

Esse número inclui outra vacina desenvolvida pela Moderna e pelo National Institutes for Health, que anunciou alguns resultados preliminares de eficácia sobre seu fármaco na semana passada e também está perto de solicitar aprovação de emergência.

A vacina da Pfizer exige armazenamento de longo prazo a temperaturas baixíssimas, de 70º C negativos, e a empresa desenvolveu recipientes especiais com gelo seco para mantê-la resfriada por até 15 dias.

O governo federal emitirá recomendações para quem deve ser priorizado —provavelmente os idosos, pessoas de alto risco e trabalhadores da linha de frente— mas as autoridades locais tomarão a decisão final por si mesmas.

A vacinação começará em lares de idosos dentro de 48 horas após a aprovação da emergência, informou o secretário de saúde Alex Azar. O governo fez parceria com a CVS Health para essa ação.

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