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Obama e Bill Clinton vão participar da posse de Biden

Os ex-presidentes Barack Obama e Bill Clinton estarão na cerimônia de posse de Joe Biden - Justin Lane/EFE
Os ex-presidentes Barack Obama e Bill Clinton estarão na cerimônia de posse de Joe Biden Imagem: Justin Lane/EFE

Do UOL, em São Paulo

08/01/2021 16h53

Os ex-presidentes Barack Obama e Bill Clinton estarão presentes na posse do democrata Joe Biden como presidente dos Estados Unidos, afirmaram autoridades à CNN americana. O ex-presidente George W. Bush também planeja participar da cerimônia, que acontece em 20 de janeiro.

Mais cedo, o presidente Donald Trump anunciou que não irá à posse de Biden. Segundo a agência de notícias Reuters, Trump pode deixar Washington na véspera e viajar para seu resort na Flórida.

Sem Trump, a primeira-dama Melanie Trump também não deve participar da cerimônia, indicam fontes da CNN —as ex-primeiras-damas Michelle Obama, Hillary Clinton e Laura Bush estarão presentes.

Enquanto isso, o atual vice-presidente Mike Pence planeja comparecer à cerimônia, de acordo com a CNN, mas aguarda um convite. O ex-presidente americano Jimmy Carter, 96, não está liberado para viajar e não estará na posse de Biden, assim como a ex-primeira-dama Rosalynn Carter.

O presidente que está prestes a deixar o cargo não é obrigado a comparecer à posse do sucessor, mas Trump será apenas o quarto presidente da história dos Estados Unidos a fazê-lo, segundo a Folha de S.Paulo. Ele se juntará a John Adams (1801), o filho dele, John Quincy Adams (1829), Andrew Johnson (1869), todos do século 19.

Alegações falsas, ameaça e invasão do Capitólio

A recusa do presidente em participar da cerimônia é mais um capítulo na fracassada tentativa de reeleição de Donald Trump. Derrotado por Biden, o atual presidente tentou deslegitimar o processo eleitoral durante meses.

Antes da eleição, Trump tentou impedir os votos por correio, sem sucesso. Depois, com a derrota confirmada, alegou fraudes eleitorais que não se confirmaram e compartilhou fake news. Trump chegou a pressionar as autoridades de um estado (Geórgia) para tentar conseguir votos e se recusou a aceitar publicamente a vitória do adversário.

Por fim, nesta semana, inflou seus apoiadores contra o resultado da eleição, o que levou à invasão do Congresso norte-americano durante a cerimônia de certificação de Biden. Ao todo, cinco pessoas morreram.

Tom moderado

Ontem, Trump surpreendeu ao adotar um tom moderado e avisar que faria uma transição tranquila para Biden. Ainda repudiou a invasão do Capitólio, apesar de tê-la incitado, e pediu que a calma fosse restaurada no país.

"Os manifestantes que invadiram o Capitólio desafiaram e iludiram a democracia americana. Aos que apoiam esses atos de violência e destruição: vocês não representam nosso país. Para aqueles que violaram a lei: vocês pagarão. Passamos por uma eleição intensa e os ânimos estão em alta, mas eles devem ser contidos e a calma restaurada", disse o presidente, em vídeo publicado no Twitter.

O Twitter, aliás, é uma das poucas redes sociais em que Trump ainda pode se manifestar. Nesta semana, o Facebok e o Instagram suspenderam a conta do presidente por tempo indeterminado, ao menos até o fim de seu mandato, por incitação ao ódio e propagação de fake news.

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