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Terremoto de magnitude 7,2 atinge o Haiti; 304 mortes confirmadas

Terremoto atinge Haiti e deixa mortos

Do UOL, em São Paulo*

14/08/2021 10h20Atualizada em 14/08/2021 23h26

Um terremoto de magnitude 7,2 atingiu o Haiti na manhã de hoje, causando mortes e danos a propriedades no oeste do país, e revivendo memórias terríveis do grave terremoto de 2010. As autoridades de Defesa Civil do país já confirmaram 304 mortes e mais de 1.800 feridos.

O terremoto ocorreu por volta das 8h30 (9h30 no horário de Brasília), a 12 km da cidade de São Luís do Sul, localizada a 160 km da capital haitiana, Porto Príncipe, segundo dados do Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Um alerta de tsunami foi emitido logo depois pela Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, antes de ser rapidamente retirado.

Mais cedo, o primeiro-ministro Ariel Henry disse que 'várias vidas foram perdidas" e prestou condolências.

"Apresento minhas condolências aos pais das vítimas deste violento terremoto que causou a perda de várias vidas e danos materiais em várias províncias", disse no Twitter.

Em uma coletiva de imprensa, Henry declarou estado de emergência. "Quando se trata de necessidades médicas, esta é a nossa maior urgência. Começamos a enviar medicamentos e pessoal médico para as instalações afetadas", disse.

O estado de emergência será no Departamento Oeste, Departamento Sul, Nippes e Grand'Anse.

"Para as pessoas que precisam de cuidados especiais urgentes, evacuamos um certo número delas e vamos evacuar mais alguns hoje e amanhã", completou o premiê.

Ajuda humanitária

Alguns países já anunciaram o envio de ajuda humanitária ao país. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, comunicou a nomeação da Administradora da USAID, Samantha Power, como a autoridade sênior dos Estados Unidos para coordenar os esforços.

Já o presidente mexicano, Andres Manuel Lopez Obrador, publicou no Twitter que ordenou que a Coordenação Nacional de Proteção Civil e outros ministérios, como Relações Exteriores, Marinha e Defesa, preparem a ajuda "imediatamente".

Também pelo Twitter, o presidente chileno, Sebastian Piñera, disse que o país está se preparando para enviar ajuda humanitária. Panamá e República Dominicana também anunciaram esforços humanitários.

A Colômbia disse que está disposta a ajudar na remoção de entulhos e nas operações de resgate, disse a vice-presidente e ministra das Relações Exteriores, Marta Lucía Ramírez.

Danos em várias cidades

Agências relatam que o tremor foi sentido em todo o país e danos materiais já foram registrados em várias cidades, especialmente em Les Cayes e Jeremie. Prédios, escolas e residências foram danificados no terremoto, de acordo com moradores da área afetada.

"Eu estava dentro da minha casa quando tudo começou a tremer, estava perto de uma janela e vi todas as coisas caindo", relatou à AFP Christella Saint Hilaire, de 21 anos, que mora perto do epicentro do terremoto. "Um pedaço de parede caiu nas minhas costas, mas não me machuquei muito. Várias casas desabaram completamente", completou.

Em vídeos compartilhados na internet, os moradores filmaram as ruínas de vários edifícios de concreto. Segundo a agência Reuters, residentes relataram que grande hotel e outros edifícios desabaram na cidade de Les Cayes, que tem uma população de cerca de 126 mil habitantes.

Tremor é sentido em outros países

Segundo a agência Reuters, o terremoto foi sentido em outras partes do Caribe, com pessoas fugindo de suas casas por medo de que edifícios desabassem.

"Todo mundo está realmente com medo. Já se passaram anos desde um terremoto tão grande", disse Daniel Ross, morador da cidade de Guantánamo, no leste de Cuba, acrescentando que sua casa permaneceu firme, mas os móveis tremeram.

Não há registro de danos materiais, mortes ou feridos nesses locais.

Terremoto de 2010

Muitos haitianos ainda têm na lembrança o terremoto de 12 de janeiro de 2010, que devastou a capital e várias cidades do interior. Mais de 200 mil pessoas morreram e mais de 300 mil ficaram feridas no desastre.

Mais de um milhão e meio de haitianos ficaram desabrigados, colocando as autoridades e a comunidade humanitária internacional diante do desafio colossal da reconstrução de um país sem registro de terras ou normas para uma construção segura.

Sem conseguir enfrentar este desafio de reconstrução, o Haiti vive atualmente uma crise política, humanitária e de segurança.

O governo está em crise, um mês depois do assassinato do presidente Jovenel Moise, partes do país sofrem com a fome e os serviços de saúde estão sobrecarregados pela covid-19. Acesso à região sudoeste, onde o terremoto foi mais sentido, tem sido limitado por gangues que controlam áreas chaves.

*Com informações das agências AFP, Reuters e RFI.

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