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Guerra da Rússia-Ucrânia

Notícias do conflito entre Rússia e Ucrânia


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Chanceler russo diz que uma 3ª Guerra Mundial seria nuclear e destrutiva

Do UOL, em São Paulo*

02/03/2022 08h59Atualizada em 02/03/2022 11h32

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse hoje que se ocorresse uma terceira Guerra Mundial, o combate envolveria armas nucleares e seria destrutivo. As declarações ocorrem diante das ofensivas armadas contra a Ucrânia e foram divulgadas pela agência de notícias russa RIA Novosti.

Lavrov disse ainda que a Rússia enfrentaria um "perigo real" se Kiev adquirisse armas nucleares. O país lançou o que chama de uma operação militar especial contra a Ucrânia na semana passada, sob ordens do presidente Vladimir Putin.

O conflito bélico alcança o sétimo dia, com um bombardeio, ainda durante a madrugada, ao prédio da polícia de Kharkiv. O ataque deixou a estrutura do edifício parcialmente destruída e a parte superior pegou fogo. Não houve registro de mortos, mas três pessoas ficaram feridas.

Zhytomyr, localizada a 140 quilômetros de Kiev, também foi alvo de bombardeios nas primeiras horas da madrugada de hoje, no horário local. Uma área residencial foi atingida, deixando várias casas destruídas e ao menos quatro pessoas mortas, sendo três adultos e uma criança.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, acusou a Rússia de atacar jardins de infância e orfanatos. "Putin está em guerra com as crianças", escreveu no Twitter.

Nova rodada de negociações

A delegação da Rússia aguarda a comitiva da Ucrânia para uma nova rodada de negociações, segundo o secretário de imprensa russo, Dmitry Peskov. Anteontem o alto escalão diplomático da Rússia e da Ucrânia não conseguiram um acordo comum para terminar os conflitos por meio de um cessar-fogo.

O novo encontro deve ocorrer ainda hoje, na fronteira entre Belarus e Polônia, segundo informações divulgadas ontem pela agência estatal russa RIA Novosti.

Mais de 800 mil pessoas fugiram da Ucrânia

Números divulgados pela ONU (Organização das Nações Unidas) mostram que 836 mil pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão da Rússia.

A maioria dos imigrantes - cerca de 454 mil - se refugiam na Polônia, país que faz fronteira com a Ucrânia. Os demais buscaram asilo em países vizinhos, segundo a ONU.

Depois da Polônia, aparece a Hungria como principal destino, que recebeu 116 mil migrantes. A Eslováquia recebeu 67 mil refugiados, e a Rússia, envolvida no conflito, 42,9 mil pessoas.

É esperado que o fluxo de refugiados saídos da Ucrânia siga intenso, com potencial de expansão no momento em que a Rússia iniciar os ataques contra as grandes cidades ucranianas.

Ontem, a ONU calculava o número de refugiados vindos Ucrânia em 677 mil — ou seja: houve uma alta de 160 mil pessoas em apenas um dia.

* Com Reuters

  • Veja as últimas informações sobre a guerra na Ucrânia no UOL News com Fabíola Cidral: