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1 mês

EUA: Funcionária de supermercado alvo de tiroteio sobreviveu a 2 atentados

Latisha (à direita) sobreviveu ao massacre em um mercado nos EUA - SCOTT OLSON / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Latisha (à direita) sobreviveu ao massacre em um mercado nos EUA Imagem: SCOTT OLSON / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

Do UOL, em São Paulo

20/05/2022 20h10Atualizada em 20/05/2022 20h10

Uma funcionária do supermercado de Buffalo, em Nova York (EUA), onde ocorreu um massacre no sábado (14) passado já havia sobrevivido a um outro tiroteio em massa doze anos atrás. Latisha Rogers, atualmente gerente assistente da loja Tops Friendly Markets, conseguiu escapar na ocasião, mas o irmão dela, Danyell Mackin, 30, acabou morrendo ao ser baleado.

Latisha foi a responsável por ligar para a polícia quando o atirador, um homem branco de 18 anos, disparou contra clientes e funcionários do supermercado. À CNN, ela disse que viveu um episódio semelhante em um restaurante de City Grill. Na ocasião, além do irmão, outras três pessoas morreram. Uma quinta vítima morreu sete anos depois, ainda em decorrência de complicações causados pelos ferimentos de balas.

"Estou de volta a outro massacre e passando por isso novamente, tentando encontrar um processo de cura", disse Rogers. O caso ocorreu no dia 14 de agosto de 2010. Um homem disparou 10 tiros em 17 segundos contra uma multidão, segundo a polícia.

Segundo a CNN, Rogers afirmou que não acha que poderá voltar a trabalhar no Tops Friendly Markets, onde ocorreu o massacre mais recente. "Não foi uma boa visão", disse. "Eu jamais gostaria que alguém vivesse o que eu vivi."

tops - BRENDAN MCDERMID/REUTERS - BRENDAN MCDERMID/REUTERS
15.mai.22 - Membros do FBI e do Departamento de Polícia de Buffalo coletam evidências no local de um tiroteio em um supermercado TOPS em Buffalo, Nova York, EUA
Imagem: BRENDAN MCDERMID/REUTERS

Tiroteio em Buffalo

Um atirador, identificado como um homem branco de 18 anos, invadiu um supermercado na cidade de Buffalo, em Nova York, nos Estados Unidos, no sábado passado (14). Ao menos dez pessoas foram mortas, segundo informou as autoridades norte-americanas. A Polícia tem investigado o caso como "extremismo violento motivado por raça".

No dia do massacre, Rogers foi a responsável por ligar para as autoridades. Ela disse que sussurrou ao telefone com medo de ser ouvida pelo atirador. "Ela [policial] disse alguma coisa e desligou o telefone", contou Rogers, que disse que depois mudou o telefone para o modo silencioso, caso alguém tentasse falar com ela durante o incidente.

Ela afirmou que também acionou o namorado — sussurrando — para avisá-lo sobre o massacre. Logo em seguida, o tiroteio terminou e a loja ficou silenciosa.

"Foi um silêncio completo, assustador na loja. Você podia ouvi-lo andando", disse Rogers. "Parecia que ele estava andando como se estivesse em cima de um vidro, você podia ouvi-lo barulhos sob seus pés."

Um porta-voz do condado de Erie disse que a atitude da policial foi "inapropriada" e ela acabou demitida nesta semana.

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