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Família crê que homem morto está em coma e deixa corpo em casa por 17 meses

08.mai.2021 - Profissionais de saúde transferem corpo de vítima da covid-19 na Índia [imagem ilustrativa] - REUTERS/Amit Dave
08.mai.2021 - Profissionais de saúde transferem corpo de vítima da covid-19 na Índia [imagem ilustrativa] Imagem: REUTERS/Amit Dave

Do UOL, em São Paulo

30/09/2022 12h44Atualizada em 30/09/2022 15h04

A família de um indiano manteve o corpo dele dentro de casa por cerca de 17 meses, acreditando que ele estava em coma. Vimlesh Sonkar morreu em abril do ano passado, durante a segunda onda da covid-19 na cidade de Kanpur, mas o corpo dele deixou a residência apenas nesta semana.

Segundo o Indian Express, Dixit trabalhava no departamento de imposto de renda e teve o atestado de óbito emitido por um hospital privado em 22 de abril de 2021. No documento, consta que a causa da morte foi em decorrência de uma síndrome respiratória cardíaca súbita, durante a segunda onda da covid-19.

O corpo de Sonkar foi mantido em uma cama de madeira envolto em um cobertor. A família cuidava dele, acreditando que ele ainda estava vivo, segundo o jornal.

A polícia informou que os familiares costumavam trazem cilindros de oxigênio para casa regularmente, para reforçar a ideia do coma para os vizinhos.

No entanto, o departamento em que ele trabalhava notou a ausência prolongada e abriu uma investigação. A família, segundo a publicação, enviava atestados médicos de tempos em tempos, alegando que ele estava doente.

"Sempre que seu departamento perguntava à família sobre ele, eles disseram que ele estava doente. O departamento então enviou uma carta ao magistrado do distrito de Kanpur e ele nos pediu para investigar. Nossa equipe visitou a casa de Vimlesh na sexta-feira passada (23). Como os membros da família estavam protestando, a polícia teve que ser chamada", informou o médico Alok Ranjan.

Após muita discussão, os familiares finalmente permitiram que o corpo do homem fosse levado pela equipe de saúde levasse o corpo ao Hospital Lala Lajpat Rai, onde exames médicos o declararam morto.

De acordo com os oficiais, ele já estava em estado avançado de decomposição.