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Meio Ambiente

Parlamentares viajarão para Rússia por liberdade da bióloga brasileira

Do UOL, em São Paulo

23/10/2013 18h26

Deputados e senadores brasileiros irão à Rússia para pedir a libertação da bióloga Ana Paula Maciel, ativista do Greenpeace que está detida naquele país desde o dia 19 de setembro após um protesto conta a exploração de petróleo no Ártico.

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O presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou o envio dos parlamentares nesta quarta-feira (23) durante encontro com deputados federais e o diretor de Políticas Públicas do Greenpeace, Sérgio Leitão. A data, no entanto, ainda não está definida.

O senador disse que vai nomear uma pequena comissão para conversar pessoalmente com Valentina Matvienko, presidente do Conselho da Federação da Assembleia Federal da Rússia, equivalente ao Congresso Nacional brasileiro.

O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) diz estar preocupado com a detenção dos ativistas longe de Moscou, onde fica a embaixada brasileira, e reclamou das condições em que os 28 ativistas e dois jornalistas do Greenpeace se encontram.

"Eles estão numa região que fica a 2.000 quilômetros de Moscou e tem um inverno, que está chegando, rigorosíssimo, terrível. É uma situação dramática", afirmou.

Renan Calheiros informou, ainda no encontro, que já tinha enviado uma carta a Matvienko, cobrando uma solução para o caso da bióloga gaúcha.

Pressão internacional

Os 30 tripulantes do navio Arctic Sunrise, entre eles a brasileira Ana Paula, foram detidos pela guarda costeira russa por um protesto contra a plataforma da empresa russa Gazprom no Ártico, onde a estatal busca petróleo. Eles foram enviados para a cidade de Murmansk, no Noroeste do país, em prisão preventiva por até dois meses - o prazo se esgota em meados de novembro.

O grupo chegou a ser indiciado de pirataria em grupo organizado, crime que pode render pena entre 10 anos e 15 anos de prisão, além de pagamento de multa. Mas a Justiça russa recuou nesta quarta-feira (23), atenuando as acusações para vandalismo. A mudança reduz a pena para até sete anos de reclusão no caso de condenação.

No último dia 17, 11 ganhadores do Prêmio Nobel da Paz enviaram uma carta ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, pedindo a liberdade do grupo. Eles querem que o líder russo "faça tudo o que puder" para garantir que as acusações "exageradas" de pirataria sejam invalidadas.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse que falou para Putin por telefone sobre sua "preocupação" pelos ativistas detidos, pedindo uma "rápida solução" ao caso.

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, disse que também conversou por telefone com o chanceler russo, Serguei Lavrov. O ministro comentou sobre o "empenho da presidente Dilma Rousseff para alcançar uma solução" com o caso da bióloga gaúcha.

A Holanda deu início a procedimentos legais contra a Rússia contra a "ilegalidade" da detenção dos ativistas a bordo do navio do Greenpeace Arctic Sunrise, de bandeira holandesa.

De acordo com o Greenpeace, mais de 1,3 milhão de pessoas já escreveram para as embaixadas russas de seus países em prol da campanha global pela libertação do grupo. (Com informações da Agência Câmara e da Agência Senado)

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