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Maioria dos aquíferos da Terra está com baixos níveis de água

A Lagoa do Saibro, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, é uma das áreas de recarga do aquífero Guarani - Alfredo Risk/Futura Press/Futura Press/Estadão Conteúdo
A Lagoa do Saibro, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, é uma das áreas de recarga do aquífero Guarani Imagem: Alfredo Risk/Futura Press/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

17/06/2015 06h00

Um estudo divulgado nesta terça-feira (16) mostra o estado crítico que a Terra deve passar por causa da falta de água. Segundo um levantamento feito com dados de satélites da missão GRACE da Nasa, 21 dos 37 maiores aquíferos ultrapassaram o nível de sustentabilidade, ou seja, retira-se mais água do que a natureza é capaz de repor (veja o mapa abaixo). Outros 13 estão em estado crítico, com baixíssimas reservas de água.

Dos 13 aquíferos ameaçados, oito foram classificados como “superestressados”, por terem muito pouca ou nenhuma reposição natural, e cinco foram classificados como “extremamente” ou “altamente” estressados, o que varia de acordo com o tempo da reposição.

Os aquíferos mais sobrecarregados estão nas regiões mais secas do planeta, onde as populações usam intensamente águas subterrâneas. A equipe de pesquisa descobriu que o Sistema Aquífero Árabe, que atende 60 milhões de pessoas, é o mais superestressado do mundo. O segundo é a Bacia Aquífera Indu, no Noroeste da Índia e no Paquistão, e o terceiro é a Bacia Murzuk-Djado, no Norte da África.

“A situação é crítica,” afirmou o cientista da Nasa e líder do estudo, Jay Famiglietti. A pesquisa foi realizada na Universidade da Califórnia Irvine.

Os aquíferos subterrâneos são responsáveis por 35% da água usada no mundo atualmente.

Metodologia

Os cientistas usaram dados da rede de satélites da Nasa e conseguiram mapear a água subterrânea da Terra de uma forma inédita.

Os satélites detectaram mudanças sutis na força gravitacional da superfície da Terra e, dessa forma, os cientistas conseguiram calcular a quantidade de água que havia no subterrâneo. Isso porque essas mudanças gravitacionais indicam que há algo pesado abaixo da Terra, nesse caso, água. O peso do aquífero pode ser medido através dos dados captados pelos satélites.

As mudanças nos níveis dos aquíferos foram tabeladas com dados de uma década: de 2003 a 2013. O estudo pode ser visto na íntegra, em inglês, aqui

 

(Com informações da Agência Brasil)

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