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15 dias

Mourão diz que gasto de R$ 410 milhões para Amazônia não é caro

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) preside o Conselho Nacional da Amazônia - Eduardo Militão / UOL
O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) preside o Conselho Nacional da Amazônia Imagem: Eduardo Militão / UOL

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

10/02/2021 13h14Atualizada em 17/02/2021 10h54

O Conselho Nacional da Amazônia planeja retirar militares da fiscalização contra desmatamento da região e substituir a ação de Garantia da Lei e Ordem (GLO), que já dura quase um ano, por um plano concentrado em 11 municípios. O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), que preside o conselho, afirmou nesta quarta-feira (10) que existe a "intenção" de buscar doações de países estranheiros e empresas para fortalecer a vigilância com a ajuda de fiscais temporários.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não existe dinheiro para fiscalizar a Amazônia. "Não temos condições, por condições econômicas, de atender nessa área", afirmou.

Hoje, Mourão afirmou que a GLO, batizada de Verde Brasil 2, custou R$ 410 milhões, mas que o valor não é caro. "Não é uma operação extremamente cara", afirmou ele, em entrevista coletiva nesta manhã, em Brasília, depois de uma reunião do Conselho, com a presença de nove dos 15 ministros que fazem parte do grupo.

A GLO está prevista para ser encerrada em abril. No lugar dela, seria criado o Plano Amazônia 2021/2021, concentrando a fiscalização em onze municípios, sendo sete no Pará, dois no Amazonas, um em Rondônia e outro em Mato Grosso. Esses locais concentrariam 70% do desmatamento.

Essa ação seria feita pelos funcionários do Ibama, ICMBio, Funai, Incra e Polícia Federal, que já atuam nessa área antes da GLO.

Mas talvez seja necessária a contratação de terceirizados. "Concentrando nossos esforços nessa região, temos condições de obter redução significativa nos crimes ambientais", disse o vice-presidente. "Agora, dentro das opções que foram colocadas para os ministérios, está avaliar a contratação de pessoal temporário. Notadamente o Ministério do Meio Ambiente, Justiça, Agricultura, o Incra, verem a necessidade dessa contratação."

Com as doações, essa ação poderia ser financiada sem se usar o limite do teto de gastos. "Teremos que procurar uma linha de ação, e isso está sendo estudado pela Casa Civil, para doações realizadas ao nosso país, assim como entidades da sociedade civil. Essas doações poderiam ser absorvidas sem que houvesse impacto no teto de gastos."

Ele acrescentou que, além de países estrangeiros, empresas têm interesse em doar dinheiro para a preservação ambiental da Amazônia.

Mourão afirmou que essa questão está "no terreno das intenções" e que, por isso, o tema ainda não foi levado ao presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que conversou com o presidente pela última vez na segunda-feira na cerimônia da plataforma digital da Secretaria de Governo, mas não trataram do tema da Amazônia.

Na reunião ministerial de ontem, Mourão não foi incluído entre os participantes.

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