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15 dias

EUA voltam oficialmente ao Acordo de Paris sobre o clima

Cientistas saudaram a volta dos EUA, que se tornou oficial 30 dias depois de Biden ordenar a medida - Saul Loeb/AFP
Cientistas saudaram a volta dos EUA, que se tornou oficial 30 dias depois de Biden ordenar a medida Imagem: Saul Loeb/AFP

Valerie Volcovici

Em Washington (EUA)

19/02/2021 12h37

Os Estados Unidos se reintegraram oficialmente ao Acordo de Paris sobre o clima hoje, revigorando a luta global contra a mudança climática enquanto o governo do presidente Joe Biden planeja cortes drásticos nas emissões de gases do efeito estufa para as próximas três décadas.

Cientistas e diplomatas estrangeiros saudaram a volta dos EUA ao tratado, que se tornou oficial 30 dias depois de Biden ordenar a medida em seu primeiro dia no cargo.

Desde que quase 200 países assinaram o pacto de 2015 para evitar a mudança climática catastrófica, os EUA foram o único a sair. O ex-presidente dos EUA Donald Trump adotou a ação, alegando que uma ação climática seria cara demais.

O enviado dos EUA para o clima, John Kerry, participará de eventos virtuais hoje para assinalar a volta dos EUA ao acordo, aparecendo neles com nomes como António Guterres, secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), e Michael Bloomberg, enviado para a ambição climática da ONU.

Biden prometeu traçar uma rota para zerar as emissões norte-americanas até 2050. Cientistas disseram que esta meta está alinhada ao que é necessário, mas também enfatizaram que as emissões mundiais precisam cair pela metade até 2030 para se evitar os impactos mais devastadores do aquecimento global.

Kerry e a conselheira climática doméstica de Biden, Gina McCarthy, estão elaborando novos regulamentos e incentivos com o objetivo de acelerar a produção de energia limpa e a transição dos combustíveis fósseis.

Estas medidas formarão a espinha dorsal da próxima meta de redução de emissões de Washington, ou Contribuição Determinada Nacionalmente, anunciada antes de uma cúpula climática global de líderes que Biden presidirá em 22 de abril. A próxima conferência climática da ONU acontece em Glasgow, na Escócia, em novembro.

Biden também já assinou mais de uma dúzia de decretos relacionados à mudança climática e mobilizou todas as agências federais para que ajudem a moldar a reação do governo.

Apesar do entusiasmo com a volta dos EUA às negociações mundiais, negociadores climáticos dizem que o caminho à frente não será fácil.

As metas climáticas de Biden enfrentam desafios políticos nos EUA, como a oposição de empresas de combustíveis fósseis e alguma preocupação de líderes estrangeiros com as reviravoltas norte-americanas nas diretrizes para o clima.

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