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Brasil: 20 estados relatam mais de 100 ameaças ambientais, diz pesquisa

Incêndio fez chuva de fuligem cair pela Região Metropolitana de São Paulo - Divulgação/Prefeitura de Franco da Rocha
Incêndio fez chuva de fuligem cair pela Região Metropolitana de São Paulo Imagem: Divulgação/Prefeitura de Franco da Rocha

Colaboração para o UOL

26/08/2021 13h54

De olho nas mudanças climáticas, 20 estados brasileiros observaram mais de 100 ameaças que colocam em risco os municípios e os cidadãos. Ao mesmo tempo, apenas sete locais já implementam estudos de vulnerabilidade e cinco se comprometem a reduzir gases do efeito estufa. É isso que demonstrou a pesquisa do CPD Latin America, laboratório de pesquisa sem fins lucrativos que monitora questões ambientais.

Ao todo, a maior ameaça especificada pelos 20 estados é o aumento de temperatura e ondas de calor (24%). Em seguida, são identificadas as chuvas mais frequentes (19%), secas (15%) e outros (42%). Para reduzir esses riscos, o CDP reforça que a ação adotada por Alagoas de monitoramento em tempo real é um bom exemplo a ser adotado pelo país.

12 estados possuem cerca de 40 ações para reduzir essas ameaças, que afetam as regiões do Brasil de formas diferentes. No Mato Grosso, por exemplo, o maior perigo é o aumento das temperaturas, porque podem causar mais incêndios florestais e reduzir a produção agrícola.

Já em Santa Catarina, as enchentes causadas por fortes chuvas ameaçam destruir áreas agrícolas próximas a cursos de água, o que leva a maior incidência de doenças nas culturas, colheita comprometida e piora no transporte dos produtos.

Uma das medidas da CPD Latin America para amenizar as mudanças do clima é monitorar e estudar a vulnerabilidade causada por esse fenômeno. Porém apenas sete estados aplicam isso e apenas cinco já estão comprometidos a reduzir a emissão dos gases do efeito estufa.

"Há uma forte necessidade de aumentar o número de estados com metas de redução de emissões de gases de efeito estufa", diz o relatório.

De acordo com o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, em tradução do inglês), "riscos futuros relacionados ao clima serão maiores se o aquecimento global exceder 1.5°C em 2100 comparado aos níveis pré-industriais".

Para isso, o CPD Latin America fala que "será necessário reduzir em aproximadamente 50% as emissões até 2030 e atingir a neutralidade carbono em 2050".

Nem tudo está perdido

Apesar de alguns baixos números, a pesquisa também indica que 18 estados brasileiros possuem políticas sobre mudanças climáticas e 19 têm fórum com representantes civis para tratar do tema. O Amapá é o único que não possui política específica, ao mesmo tempo que tem o fórum.

A pesquisa do órgão CPD Latin America também destaca que os estados brasileiros têm participado mais de redes climáticas nacionais e transnacionais, como a campanha Race to Zero da ONU (Organização das Nações Unidas). "Essas ações permitem aos estados uma maior troca de experiências, apoio técnico e visibilidade", explica o relatório.

A CPD Latin America chama de "positiva" a colaboração dos municípios, estados, empresas e governo federal. "O tema do clima demanda o fortalecimento dessa abordagem de governança multinível para assegurar a implementação das ações climáticas", diz.

21 estados do Brasil trabalham ao lado de empresas privadas, 20 têm apoio de governos subnacionais e 19 estão em projetos de parceria com o governo federal para reduzir os gases que causam o efeito estufa.

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