Em 1º ato, Haddad dribla ataque de Ciro: não vamos bater nem alisar ninguém

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

  • ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

    12.set.2018 - Haddad e Manuela D'Ávila participam de evento com cotistas e bolsistas do Prouni no centro de São Paulo

    12.set.2018 - Haddad e Manuela D'Ávila participam de evento com cotistas e bolsistas do Prouni no centro de São Paulo

Em sua primeira agenda como candidato à Presidência pelo PT nesta quarta-feira (12), o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad evitou responder a críticas dos adversários Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB).

Questionado sobre críticas feitas a ele e ao PT pelos dois oponentes, Haddad afirmou que seu objetivo é debater propostas. "Temos um programa de governo. Não vamos ficar aqui batendo e nem alisando ninguém", disse.

"Faz 18 anos que sou vidraça", afirmou. "Todo mundo já me acompanhou em eleição e sabe que sempre fiz propostas para governar."

Mais cedo nesta quarta, Ciro afirmou que o Brasil "não aguenta outra Dilma", em referência à indicação de Haddad pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em corpo a corpo no centro do Rio, o candidato do PDT definiu o petista como "despreparado para o cargo". Já Alckmin afirmou que, com a oficialização de Haddad no lugar de Lula, o PT "parou" com a "enganação".

Haddad ainda buscou se desvencilhar da imagem de que seria apenas um "poste" de Lula. "Fizemos um programa de governo pormenorizado, para que a sociedade saiba o que vai ser implementado a partir do dia primeiro de janeiro", disse. "É um projeto coletivo que tem Lula como principal inspiração, mas ele debateu cada um dos pontos comigo."

Acompanhado da candidata a vice Manuela D'Ávila (PCdoB) e da mulher dele, Ana Estela, Haddad participou de encontro com jovens cotistas e bolsistas do Prouni (Programa Universidade Para Todos) em um teatro no centro de São Paulo.

Ex-ministro da Educação na gestão Lula, Haddad criticou a reforma do ensino médio implementada pelo presidente Michel Temer (MDB) e defendeu proposta de que as escolas que recebem recursos federais "adotem", em parceria de gestão, uma escola estadual que tenha desempenho insatisfatório.

Transferência de votos

Haddad também evitou comentar pesquisa Ibope divulgada na noite desta terça (11), mas disse que esse tipo de levantamento "nunca é preciso".

A transferência de votos que seriam de Lula para Haddad deve ser o maior desafio do PT nesta campanha, junto ao pouco tempo até o primeiro turno da eleição, que será no dia 7 de outubro. Segundo o Ibope, Haddad aparece com 8% das intenções de voto --apenas dois pontos percentuais a mais do que no levantamento anterior, quando ele tinha 6% (a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos).

Nas pesquisas em que aparecia em agosto, antes de ter a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral, Lula liderava com mais de 30%.

Durante seu discurso aos estudantes presentes, Haddad voltou a falar que a chapa --agora encabeçada por ele, com Manuela na vice-- é um "projeto coletivo".

"Quando o Lula falou que somos milhões de Lula, ele deu uma dica para esses caras [opositores]: segura aí o apetite que não vão nos conter".

Haddad ainda rechaçou a ideia de que a substituição de Lula pelo seu nome tenha demorado. "Temos três semanas. Não arriscamos nada porque quem está do lado certo, está do lado da Justiça. Ter ficado até o último minuto do lado de Lula não pode ser visto como risco eleitoral", disse.

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