Análise: Com Bolsonaro no segundo turno, imprensa será ainda mais atacada

Do UOL, em São Paulo

Assim como Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, a relação de Jair Bolsonaro (PSL) com a imprensa brasileira será ainda pior a partir do segundo turno, avalia o blogueiro do UOL Leonardo Sakamoto.

Segundo ele, a mídia foi uma das categorias mais atacadas no primeiro turno das eleições. "A imprensa foi coagida, pressionada, ameaçada e sofreu agressão física ao longo do primeiro turno. A pergunta é: o quanto isso vai piorar no segundo turno? Ele [Bolsonaro] não terá simpatia, não é um personagem que reage bem à imprensa livre."

O blogueiro ainda afirma que a relação do PT e do PSDB com a mídia nunca foi muito saudável, mas que o candidato do PSL é mais agressivo com as críticas. "Quando há um questionamento por parte da mídia, pelo menos há um repúdio por parte de direções partidárias. Mas o que a gente tem visto com o Bolsonaro é que não há esse repúdio, pelo contrário, há até um estímulo."

Para Esther Solano, socióloga e professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a reação de Bolsonaro é um reflexo de como o brasileiro encara a própria imprensa. "A maioria do povo brasileiro não confia de fato na grande imprensa e acaba se informando por essa lógica da internet, das redes sociais, uma informação isolada, senão falsa."

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