Major Olimpio, braço direito de Bolsonaro, declara apoio a França em SP

Guilherme Mazieiro

do UOL, em São Paulo

  • Janaina Garcia/UOL

O candidato ao Senado mais votado do país e recém-eleito por São Paulo, o deputado federal Major Olímpio (PSL), declarou apoio à candidatura de Márcio França (PSB), no segundo turno da disputa do governo paulista. "O voto do major Olímpio e a quem eu puder me manifestar será no Márcio França e não no João Doria, não no PSDB", disse ele em entrevista à rádio Cruzeiro FM.

Olimpio é o braço-direito do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL). A declaração de Olimpio vai na contramão da estratégia de João Doria (PSDB), que declarou apoio a Bolsonaro logo após o resultado do 1º turno e não deve ter o apoio recíproco de Bolsonaro

Assessores do deputado confirmaram ao UOL que a posição do senador eleito é pessoal e não uma orientação do partido. Além de não compactuar com a política de Doria, ele afirma que com França é possível ter algum diálogo e diz que o fato da vice na chapa do atual governador ser da PM aproxima as campanhas.

O coordenador da campanha de França, Jonas Donizette declarou que o uso da imagem da vice será intensificado no segundo turno. A direção do partido anunciou na terça-feira o apoio ao candidato petista Fernando Haddad, mas liberou França para se manter neutro na disputa.

Além de Olímpio, Paulo Skaf (MDB), que ficou em terceiro lugar no pleito, também se posicionou a favor da eleição de França nesta quarta-feira (10). Skaf e França tiveram agenda conjunta pela manhã em uma unidade do Sesi, em Suzano (SP).

"Não vai dar tempo de ter envolvimento em palanques regionais. Mas o voto do Major Olimpio e a quem eu puder me manifestar será no Márcio França, não no João Doria, não no PSDB", declarou. O senador eleito disse que a posição nacional da sigla deve ser de neutralidade em São Paulo.

Doria tem usado a hashtag #BolsoDoria para vincular o voto Bolsonaro ao seu. O tucano tenta se aproximar do eleitorado do capitão da reserva e reforçar o antipetismo que marcou sua campanha. Logo no primeiro discurso após o resultado das eleições, o tucano disse que vencerá "Márcio Cuba". Em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo", Olimpio disse que não há a "menor chance" de Bolsonaro apoiar Doria.

"Achei extremamente antiético da parte do pessoal de campanha dele plantar o voto 'BolsoDoria' quando nós, apoiadores de Bolsonaro, tínhamos um candidato, o Rodrigo Tavares (PRTB)", declarou Olimpio ao jornal.

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