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Ministro Crivella quer criar 'Pescobrás' e escola de pesca

Fábio Brandt

Do UOL, Brasília

12/03/2012 07h00

O ministro Marcelo Crivella (Pesca e Aquicultura) quer criar uma empresa brasileira para atuar no ramo dos pescados. Uma espécie de “Pescobrás”. Segundo ele, o empreendimento não seria estatal, mas receberia dinheiro do governo via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e teria porte comparável ao da Petrobras no setor do petróleo.

“Na aquicultura eu acho que a gente vai precisar de uma empresa campeã. Agora, é preciso que essa campeã ela tenha na sua cadeia de produção um viés social, ela incorpore também o pequeno produtor”, afirmou o ministro ao UOL e à Folha.

A entrevista com Marcelo Crivella é uma edição especial do “Poder e Política”, projeto do UOL e da Folha conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues em Brasília. O ministro concedeu a entrevista em seu gabinete, no Ministério da Pesca e Aquicultura, em 7 de março de 2012

>>Fotos da entrevista com Marcelo Crivella.

 

 


Filiado ao PRB, Crivella é ministro desde 2 de março de 2012. Eleito senador pelo Rio de Janeiro em 2002, foi reeleito em 2010. Afastou-se do mandato para assumir o Ministério. É também bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, instituição relacionada ao PRB e à TV Record.

O político propôs ainda a criação de uma escola nacional para pescadores. “Vou propor [a criação da escola] à presidenta [Dilma Rousseff]”, disse. Segundo ele, a medida ajudaria a preservar espécies. “Precisava aprender melhor a gerenciar os nossos estoques”.

Na entrevista, Crivella criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e sugeriu que o tribunal se intromete em responsabilidades do Legislativo. Uma das consequências de a corte “fazer leis”, para Crivella, é a criação do PSD, partido fundado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. “Devia se chamar PDS, “Partido do Supremo”, porque foi inventado pelo Supremo”.

Questionado sobre flexibilização da lei do aborto, Crivella reiterou sua posição contrária à proposta (permite-se o procedimento só em caso de gravidez provocada por estupro e quando a gestação ameaça a vida da mãe). “Esse foi um compromisso que Dilma assumiu com a bancada evangélica na época da eleição. Portanto não é uma coisa que deva me preocupar”.

A seguir, vídeo com a íntegra da entrevista. Também está disponível a transcrição completa da entrevista.

 

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