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Governo só dará dinheiro a confederações que alternem poder, diz Aldo

Fábio Brandt

Do UOL, em Brasília

14/09/2012 07h00

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou nesta quinta-feira (13) que o programa de incentivo a atletas olímpicos exigirá contrapartidas de entidades que recebem dinheiro público. Confederações que não tenham alternância de poder nas suas direções deverão ser vetadas.

Aldo falou sobre o assunto no “Poder e Política”, projeto do UOL e da Folha conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues. A gravação ocorreu em 13 de setembro no estúdio do grupo Folha em Brasília. 

 

Segundo o ministro, é preciso haver “limite no tempo de mandato e no número de mandatos”. Para afirmar a disposição de cobrar mudanças nas confederações, ele disse: “No Brasil, você tem limite para tudo. Até para o tempo que você pode ficar no Supremo Tribunal Federal, na Presidência da República”.

Aldo deu as declarações em resposta à pergunta sobre o que fazer em casos como o da Cbat (Confederação Brasileira de Atletismo) e da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). Ambas têm tradição de manter dirigentes por mais de 20 anos no cargo.

Como as entidades esportivas são privadas, o governo não pode intervir em suas administrações. Mas pode “condicionar determinadas vantagens para o acesso aos recursos públicos ao preenchimento de determinados requisitos”, disse o ministro.

“Não precisa ser nem a Constituição nem uma lei. Às vezes é uma norma, uma portaria que discipline a relação do Ministério do governo com as entidades”, afirmou, sem dar um prazo para colocar as regras em vigor.

Segundo o ministro, as confederações não impõem resistência à restrição dos mandatos. “Os que já estão há muito tempo não serão tão prejudicados pela medida. Quem ficou 25 espera ficar o quê? Mais 25? Não é uma casa real”, afirmou.

Estrangeirismos
Conhecido por ser contra o uso de estrangeirismos, Aldo Rebelo disse preferir a expressão “brasuca” com “s”, mas que a Fifa tem direito de grafar a palavra com “z” (“brazuca”) para batizar bola que será usada na Copa do Mundo de 2014.

No caso das “Paraolimpíadas”, o termo será mantido dessa forma em todas as referências oficiais do governo brasileiro, conforme foi acertado entre o ministro e a presidente Dilma Rousseff. O Brasil não usará “paralimpíadas” em seus comunicados.

Acesse a transcrição completa da entrevista.

A seguir, vídeos da entrevista (rodam em smartphones e tablets):

1) Quem é Aldo Rebelo? (1:28)

2) Meta para 2016 é o 10º lugar, diz Aldo Rebelo (3:19)

3) Aldo: só confederação que alterna poder terá dinheiro (4:52)

4) Ênfase em esporte coletivo continuará, diz Aldo (1:32)?

5) Dilma quer manter grafia de Paraolimpíada, diz Aldo (1:28)

6) Aldo: “S” é melhor, mas Fifa pode usar brazuca com “z”(2:35)?

7) Aldo: Futebol precisa de democracia e profissionalismo (5:33)

8) 6 estádios estarão prontos em 2013, diz Aldo (1:47)

9) Poder de Lula é limitado em eleição municipal, diz Aldo (1:09)

10) Íntegra da entrevista (49 min.)

 

 

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