Operação Lava Jato

Operação Ponto Final: PF leva consultor para depor e apreende quase R$ 33 mil

Do UOL, no Rio

  • Divulgação/PF

    PF apreendeu quase R$ 33 mil, um notebook, documentos e outros itens na 2ª fase da Operação Ponto Final

    PF apreendeu quase R$ 33 mil, um notebook, documentos e outros itens na 2ª fase da Operação Ponto Final

Agentes da Polícia Federal do Rio de Janeiro cumpriram, nesta quarta-feira (5), quatro mandados --três de busca e apreensão e um de condução coercitiva-- expedidos no âmbito da Operação Ponto Final, que apura crimes de corrupção relacionados ao setor de transporte no Estado. A investigação faz parte dos esforços da força-tarefa fluminense da Operação Lava Jato.

O alvo da ação foi encontrado em casa, em Ipanema, zona sul carioca, e levado para depor na sede da Polícia Federal, na zona portuária do Rio. Segundo a "Folha de S.Paulo", ele foi identificado como Alexsander Queiroz Silva, sócio da consultoria de investimentos Aware Investments. O executivo é apontado como gestor do dinheiro da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro) no exterior.

Na residência de Silva, a PF apreendeu quase R$ 33 mil, sendo US$ 9.000 dólares e R$ 3.000 em espécie. Os agentes também apreenderam um notebook, pastas e documentos.

A primeira etapa da Operação Ponto Final, realizada na segunda-feira (3), resultou na prisão do presidente da Fetranspor , Lélis Teixeira, suspeito de integrar esquema de pagamento de propina a agentes públicos.

Na ocasião, foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 30 de busca e apreensão, todos autorizados pela 7ª Vara Federal Criminal (RJ), do juiz Marcelo Bretas.

Wilton Júnior/Estadão Conteúdo
3.jul.2017 - Preso na Operação Ponto Final, o presidente da Fetranspor, Lélis Teixeira, chega à sede da Polícia Federal, no Rio

Além de Lélis Teixeira, a PF prendeu o ex-presidente do Detro (Departamento de Transportes Rodoviários do Rio), Rogério Onofre, em Florianópolis. Na noite do dia anterior, agentes já haviam detido Jacob Barata Filho, um dos maiores empresários de ônibus do Estado do Rio, filho do empresário e banqueiro Jacob Barata, conhecido como "Rei do Ônibus".

A Operação Ponto Final mira a cúpula do transporte no Rio, e as investigações apontam que o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) recebeu R$ 122,8 em propina entre 2010 e 2016 --ele deixou o cargo em 2014.

Segundo o MPF (Ministério Público Federal), que solicitou à 7ª Vara Federal Criminal a decretação das ordens de prisão, condução coercitiva e busca e apreensão, a organização criminosa teria atuado de 2007 até os dias atuais no setor de transportes no Estado. O grupo é suspeito de pagar mais de R$ 260 milhões a políticos e agentes públicos.

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