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Política

Congressistas 'invadem' Mesa da Câmara e provocam empurra-empurra durante votação

Gustavo Maia

Do UOL, em Brasília

29/08/2017 20h39

Deputados federais e senadores se envolveram em um empurra-empurra durante a votação de um veto do presidente Michel Temer (PMDB) na sessão conjunta do Congresso Nacional, realizada no plenário da Câmara na noite desta terça-feira (29). 

A confusão começou depois que o líder da bancada do PDT na Câmara, deputado Weverton Rocha (MA), pediu que o tempo de fala garantido pelo regimento do Congresso às lideranças partidárias fosse incluído na sua manifestação sobre o item em votação. A solicitação foi negada de pronto pelo senador João Alberto Souza (PMDB-MA), que é 2º vice-presidente do Senado e presidia a sessão no momento.

Em seguida, Rocha começou a apresentar uma questão de ordem, que foi sumariamente indeferida por Souza. "Eu nem li a questão de ordem e o senhor indeferiu?", questionou o líder do PDT.

A decisão provocou uma gritaria no plenário, e o microfone de Rocha foi cortado pela Mesa Diretora enquanto ele dizia que o senador não podia fazer isso. Pouco depois, o deputado Davidson Magalhães (PCdoB-BA) protestou "contra a ditadura da Mesa contra o regimento", como ele chamou. "Que presepada, que violência é essa de querer calar deputado aqui?", gritou.

Weverton Rocha então jogou papéis do regimento em direção à Mesa Diretora. Vários parlamentares da oposição então subiram à Mesa Diretora e começaram um empurra-empurra atrás da cadeira do presidente do Senado e do Congresso, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que havia retomado o comando da sessão.

Policiais legislativos cercaram Eunicio, que continuou sentado. A atuação dos seguranças foi duramente criticada por deputados.

A confusão durou mais de 15 minutos, e neste período a sessão ficou suspensa. Depois que os congressistas desceram da Mesa, Eunicio tomou a palavra e informou que daria espaço aos líderes para encaminharem seus votos, mas criticou o comportamento da oposição. "Esse presidente não tem medo de cara feia, nem de gritos nem de agressões", bradou.

Desde cedo, o clima estava tenso por conta da condução da sessão por Eunício Oliveira. Parlamentares reclamavam que ele estava cassando a palavra de alguns para dar prosseguimento à votação dos vetos presidenciais.

O veto que estava sendo apreciado suprimia a reserva de 20% dos recursos a famílias da zona rural e a atribuição ao governo de limitar os recursos à assistência técnica da lei que criou o Cartão Reforma (13.439/2017).

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