Temer foi submetido a biópsia, e suspeita de câncer de próstata está descartada

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

  • Adriano Machado/Reuters

    Michel Temer ficou internado por três dias no início de dezembro

    Michel Temer ficou internado por três dias no início de dezembro

Com histórico recente de problemas urinários, Michel Temer, 77, foi submetido a uma biópsia no hospital Sírio Libanês e, segundo um médico que o acompanha, está descartada a possibilidade de que o presidente pudesse estar com um câncer de próstata.

"O presidente não tem câncer de próstata. Todos os dados clínicos iniciais e os exames realizados, incluindo biópsia da próstata, descartaram essa possibilidade", afirmou ao UOL o médico, que pediu para não ser identificado.

Na quarta-feira (20), Temer viajaria para Alagoas, para inaugurar unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. No entanto, foi orientado a cancelar a viagem e acatou. Por ter feito uma cirurgia recentemente e estar usando uma sonda, os médicos indicaram a ele que poderia sentir um desconforto.

Antes de Alagoas, ele também desistiu de viajar para o sudeste Asiático, pelo mesmo problema. Sentindo incômodo pela sonda urinária, Temer desistiu de passar a virada do ano no Rio de Janeiro, como estava programado anteriormente. No entanto, ele disse que não iria por causa da previsão de chuva. O presidente deve passar o Ano Novo em Brasília com a família.

No último dia 26, segundo o membro da equipe médica do Sírio Libanês, Michel Temer teve um quadro febril e estava se sentindo indisposto. Nesta quinta-feira (28), no entanto, ele já se sentia melhor e sem febre. O presidente deve fazer uma nova bateria de exames no hospital de São Paulo para analisar a cirurgia feita no dia 13 deste mês.

Histórico de problemas de saúde em 2017

Nos últimos três meses, Temer foi internado três vezes. Em outubro, no mesmo dia em que o plenário da Câmara votava a segunda denúncia contra ele apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), o presidente foi internado em um hospital militar em Brasília após dificuldades para urinar. O presidente passou pelo procedimento de raspagem da uretra após sentir desconforto ao urinar.

No fim de novembro, Temer foi submetido a angioplastia de três artérias coronárias com implante de stent - um tubo minúsculo e expansível - colocado na artéria para melhorar o fluxo sanguíneo para o coração.

Em dezembro, Temer voltou a ser internado por problemas urinários. Depois de um ato cirúrgico, com aplicação de sonda, o presidente chegou a ficar três dias internado. O cardiologista Roberto Kalil e o urologista Miguel Srougi explicaram que a internação do presidente foi esticada em um dia por questão de "segurança".

"Foi uma segurança [ficar um dia a mais]. Ele toma remédio para deixar o sangue mais fino, por causa da angioplastia. Esses remédios podem aumentar o risco de sangramento. Por coerência, ele fez esse procedimento, colocou uma sonda, mais para observar um sangramento no período pós-cirúrgico", afirmou Kalil.

"Ele poderia ter ido embora, estava super bem, mas foi um passo de segurança mesmo", complementou o médico à época. 

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