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"Índio receberá tratamento que merece", diz Bolsonaro sobre futuro da Funai

Eduardo Lucizano

Colaboração para o UOL, em São Paulo

05/12/2018 14h57

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) voltou a afirmar nesta quarta-feira (5) que ainda não há uma definição sobre o destino da Funai (Fundação Nacional do Índio), e que ela “vai para algum lugar”. Hoje, o órgão é vinculado ao Ministério da Justiça.

“Vai para algum lugar, a Funai, onde o índio receberá o tratamento que ele merece. O índio quer se integrar à sociedade, ele quer aquilo que nós queremos, energia elétrica, médico, dentista, internet, jogar um futebol, ele quer aquilo que nós queremos”, disse Bolsonaro.

Indagado se a Funai poderia ficar sob supervisão do futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, o presidente eleito afirmou que “Moro está sobrecarregado”.

Mais cedo, Moro disse que apesar de estar com futuro indefinido, “pode até ser que fique na Justiça”, mas não quis dar sua opinião sobre o assunto.

Bolsonaro repetiu a comparação da situação do índio no Brasil com a Bolívia.

“Na Bolívia, o índio pode ser presidente, aqui querem tratar como se fosse animal no zoológico, dentro de uma reserva. Eu quero tratar o índio como ser humano, como um cidadão, que explore sua propriedade, o subsolo, dê royalties disso, plante ou arrende sua terra para que seja plantada”, afirmou.

Na última segunda-feira (3), o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), disse que a Funai pode ficar subordinada ao Ministério da Agricultura.

Ontem (4), Bolsonaro contrariou Onyx ao ser questionado sobre o assunto e disse que a Funai iria provavelmente o Ministério da Cidadania, mas não para a Agricultura.

“A Funai vai para algum lugar. Para a Agricultura, eu acho que não. Pode ir lá para Ação Social [na verdade, Cidadania]”, afirmou.

Funai pode ir para o Ministério da Agricultura, diz futuro ministro

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