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Peru e rabanada: a ceia de Natal de Pezão, Cabral e deputados presos no Rio

21.mar.2014 - Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão - Jorge William/Agência O Globo
21.mar.2014 - Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão Imagem: Jorge William/Agência O Globo

Gabriel Sabóia

Do UOL, no Rio

24/12/2018 12h00

Acostumados a cardápios sofisticados, o governador afastado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), preso desde novembro, e o ex-governador Sérgio Cabral (MDB), condenado a 198 anos e seis meses de prisão, terão acesso a refeições modestas nesta segunda-feira (24), noite de Natal, nas unidades prisionais em que se encontram detidos.

O jantar servido a eles nesta segunda, de acordo com a Seap (Secretaria de Administração Penitenciária), será o mesmo oferecido aos mais de 51 mil internos que compõem o sistema carcerário fluminense.

O cardápio natalino deste ano é diferenciado em relação ao dia a dia dos presos e incluirá peito de peru como proteína e uma rabanada de sobremesa. Arroz, feijão e salada complementam o prato.

O jantar deles pode, contudo, ser incrementado com itens levados por parentes. A resolução nº 610 da Seap, de março de 2016, diz que é permitido aos detentos receberem até duas sacolas de "frutas diversas, alimentos cozidos, leite em pó acondicionado em embalagem tipo saco, biscoitos, bolos e doces acondicionados em sacos ou vasilhames plásticos transparentes".

7.dez.2018 - Pezão assiste hasteamento da Bandeira Nacional no Batalhão Especial Prisional, onde está detido - Reprodução/TV Globo - Reprodução/TV Globo
7.dez.2018 - Pezão assiste hasteamento da Bandeira Nacional no Batalhão Especial Prisional, onde está detido
Imagem: Reprodução/TV Globo

Não há nenhuma confraternização de ordem ecumênica ou cultural prevista para a noite de Natal tanto no BEP (Batalhão Especial Prisional), onde Pezão está preso em sala do estado-maior em Niterói (região metropolitana do Rio), quanto no presídio de Bangu 8, onde Cabral cumpre pena.

No ano passado, não houve cardápio natalino especial, conforme informou a Seap na ocasião.

Os dois são acusados pela força-tarefa da Lava Jato fluminense de liderar esquemas de corrupção que envolvem o recebimento de propina e favorecimento de empresas em contratos públicos. Eles negam as acusações.

Neste domingo (23), o advogado Rodrigo Rocca, que fazia a defesa de Cabral desde 2016, informou ao UOL que deixou o caso diante da decisão do ex-governador de negociar delação premiada junto ao MPF (Ministério Público Federal) e à PGR (Procuradoria Geral da República).

Deputados presos terão o mesmo cardápio

Além de Pezão e Cabral, outros políticos fluminenses de destaque presos por supostas participações em esquemas de corrupção terão acesso ao mesmo cardápio, como os ex-presidentes da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) deputado Edson Albertassi e o também deputado estadual Paulo Melo (ambos do MDB).

Outros seis deputados estaduais presos pela Operação Furna da Onça, em novembro, também terão acesso aos mesmos alimentos. Eles são André Correa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (SD), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius "Neskau" (PTB). Os parlamentares negam as acusações.

Já os acusados que cumprem prisão domiciliar devem ter ceias mais fartas. É o caso da ex-primeira-dama do estado Adriana Ancelmo e do ex-presidente da Alerj Jorge Picciani. Não há restrições para a entrada de alimento na casa deles, onde cumprem penas.

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