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Contra Renan, adversários querem votação aberta e em dois turnos no Senado

28.jun.2017 - Renan Calheiros - Aílton de Freitas/Agência O Globo
28.jun.2017 - Renan Calheiros Imagem: Aílton de Freitas/Agência O Globo

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

31/01/2019 17h07

Os concorrentes de Renan Calheiros (MDB-AL) na eleição para a Presidência do Senado acertaram nesta quinta-feira (31) um acordo pelo voto aberto e pela decisão em dois turnos no pleito de amanhã (1º).

O consenso foi firmado depois de uma reunião que contou com oito candidatos do bloco conhecido como "anti Renan". A lista inclui a colega de partido do alagoano, Simone Tebet (MDB-MS), que trava uma guerra interna para se viabilizar candidata.

"O resultado dessa reunião foi que todos amanhã defenderão o voto aberto e a votação em dois turnos. Vai ser a primeira questão de ordem, pedindo voto nominal. Todos aqui assumiram esse compromisso", afirmou o senador Reguffe (DF), que, mesmo sem partido, concorre à chefia da Casa.

De acordo com o Regimento, a votação é secreta e eletrônica. Reguffe argumenta, no entanto, que "a decisão do plenário é soberana" e diz que o grupo "anti-Renan" está disposto a enfrentar uma eventual judicialização da eleição no Senado.

Em janeiro, o ministro Dias Toffoli, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), derrubou uma decisão do colega Marco Aurélio Mello em favor do voto aberto. Na prática, ele deliberou o cumprimento do regimento e o sigilo do voto.

Tebet fica no MDB

Antes da reunião do bloco anti-Renan, Simone Tebet afirmou à imprensa que não deixará o MDB caso seja derrotada pelo correligionário na tentativa de se lançar candidata. Segundo ela, a briga é por apoio dentro da bancada, e não fora dela.

A sul-mato-grossense foi cortejada por outros partidos, como o Podemos, do senador Alvaro Dias (PR). O parlamentar também concorre à chefia da Câmara, mas é entusiasta de uma única candidatura de oposição a Renan.

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