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No Congresso, Flávio Bolsonaro diz ser vítima de perseguição

Mateus Bonomi/AGIF
Imagem: Mateus Bonomi/AGIF

Do UOL, em São Paulo

30/01/2019 15h04

O senador eleito pelo Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro (PSL) voltou a afirmar que está sendo vítima de uma perseguição por conta das acusações contra seu ex-assessor Fabrício Queiroz, baseadas em relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). 

"Tem que esperar o Supremo [Tribunal Federal] se pronunciar. Está todo mundo vendo que eu sou vítima de perseguição", disse Flávio, na tarde desta quarta-feira (30), ao ser abordado por jornalistas no Congresso Nacional. O recesso termina nesta sexta (1º), e os parlamentares darão início às novas legislaturas. Atualmente, Flávio é deputado estadual pelo Rio de Janeiro.

Indagado se a série de denúncias apresentadas pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) prejudicaria o governo de Jair Bolsonaro (PSL), Flávio negou. "Por mais que vocês [jornalistas] queiram, não tem nada a ver com o governo", disse.

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No último dia 17, Flávio alegou ter foro privilegiado para ser julgado pelo STF por ter sido eleito senador e pediu anulação das provas recolhidas pelo Coaf, que são frutos de uma investigação sobre as movimentações financeiras de Queiroz. Ele também pede que o STF analise em que instância deve correr o caso. 

O ministro Luiz Fux interrompeu o trâmite da investigação dizendo que o pedido do senador deve ser analisado pelo relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, que está de férias até sexta (1º). As decisões recentes de Marco Aurélio, no entanto, indicam revés para Flávio Bolsonaro.

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O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.